quinta-feira, 27 de setembro de 2012

John Wycliffe e John Huss


Os primeiros reformadores


Durante a Idade Média, muitas pessoas criticavam a Igreja por seu afastamento dos ensinamentos de Jesus. Alguns, como São Francisco de Assis, criador da Ordem dos Franciscanos, tentaram melhorar a Igreja sem se desligar dela. Outros, como John Wycliffe e John Huss, desejavam reformas radicais. Esses dois reformadores lançaram bases da Reforma protestante.
John Wycliffe (1320-1384) era inglês e se formou em teologia pela Universidade de Oxford. Desde os tempos de estudante, dirigia críticas ao clero, sobretudo com relação à falta de instrução dos sacerdotes e à sua preocupação em acumular riquezas. A fim de que mais pessoas pudessem conhecer a Bíblia, Wycliffe traduziu-a do latim (língua oficial da Igreja) para o inglês. Ele escreveu também vários livros. Em um deles, defendia a idéia de que as terras da Igreja deveriam passar às mãos do Governo.
As autoridades religiosas reagiram ordenando a prisão do teólogo e acusando-o de herege, isto é, de contrariar as verdades defendidas pela Igreja. Ele só escapou da morte na fogueira por ser amigo da família real inglesa.
John Huss (1369-1415), discípulo e seguidor de Wycliffe, foi professor e reitor da Universidade de Praga (na atual República Tcheca). Huss tornou-se conhecido por ser brilhante  orador e por fazer sermões na língua de seu povo, o theco, língua para a qual traduziu a Bíblia. Aos poucos, por seus ataques à corrupção e à ostentação do clero, Huss, conquistou o apoio dos camponeses e dos artesãos e assalariados das cidades tchecas.
Vendo que o movimento liderado por Huss crescia, as autoridades o convidaram para um concílio (reunião de bispos) na Suíça. Era uma armadilha: lá chegando, Huss foi acusado de heresia, preso e queimado vivo em 6 de julho de 1415.

John Huss sendo queimado vivo (1415) -

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Marcas da verdadeira Igreja

As marcas da verdadeira Igreja
Mt 18.15-17; Rm 11.13-24; 1 Co 1.10-31; Ef 1.22,23; 1 Pe 2.9,10
Visto que o mundo se acha semeado de milhares de instituições distintas chamadas igrejas e visto ser possível que instituições, assim como indivíduos, se tornem apóstatas, é importante sermos capazes de discernir as marcas essenciais de uma verdadeira e legítima igreja visível. Nenhuma igreja está isenta de erros ou pecados. A igreja só será perfeita no céu. Há, porém, uma importante diferença entre corrupção - que afeta todas as instituições - e apostasia. Portanto, para proteger o bem-estar e crescimento do povo de Deus, é importante definir as marcas da verdadeira igreja.
Historicamente, as marcas da verdadeira igreja têm sido definidas assim: (1) a genuína pregação da Palavra de Deus, (2) o uso dos sacramentos de acordo com sua instituição e (3) a prática da disciplina eclesiástica.
(1) A pregação da Palavra de Deus. Embora as igrejas difiram em detalhes teológicos e em níveis de pureza doutrinária, a verdadeira igreja afirma tudo aquilo que é essencial à vida cristã. Semelhantemente, uma igreja é falsa ou apóstata quando nega oficialmente um princípio essencial da fé cristã, tal como a divindade de Cristo, a Trindade, a justificação pela fé, a expiação ou outras doutrinas essenciais à salvação. A Reforma, por exemplo, não moveu um guerra sobre trivialidades, mas sobre uma doutrina fundamental da salvação.
(2) A administração dos sacramentos. Negar ou difamar os sacramentos instituídos por Cristo é falsificar a igreja. A profanação da Ceia do Senhor ou o oferecimento deliberado dos sacramentos a pessoas notoriamente não-crentes desqualificaria a igreja de ser reconhecida como igreja verdadeira.
(3) A disciplina eclesiástica. Embora o exercício da disciplina na igreja às vezes erre na direção ou da complacência ou da severidade, ele pode tornar-se tão pervertida a ponto de não mais ser reconhecida como legítima. Por exemplo, se uma igreja - pública e impenitentemente - endossa, pratica ou se recusa a disciplinar pecados grosseiros e hediondos, ela deixa de exibir esta marca de verdadeira igreja.
Embora os cristãos devem ser solenemente advertidos a não nutrirem um espírito cismático ou fomentarem divisões e conflitos, devem ser também advertidos quanto à obrigação de se separarem da falsa comunhão e da apostasia.
Toda igreja verdadeira exibe as genuínas marcas de uma igreja, em grau maior ou menor. A reforma da igreja é uma tarefa interminável. Buscamos mais ser fiéis à vocação bíblica para pregar, ministrar os sacramentos e a disciplina eclesiástica.
Sumário
1. A verdadeira igreja tem marcas visíveis que a distinguem de uma igreja falsa ou apóstata.
2. A pregação do evangelho é necessário para que uma igreja seja legítima.
3. A administração correta dos sacramentos, sem profanação, é uma marca da igreja.
4. Disciplina contra heresias e pecados grosseiros é uma tarefa necessária da Igreja.
5. A igreja é sempre carente de reforma de acordo com a Palavra de Deus.
Autor:  R. C. Sproul

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A Igreja da Idade Média

A Igreja da Idade Média  
Introdução
Começamos o estudo do nosso trimestre analisando a situação da Igreja Católica Apostólica Romana no final da Idade Média.
Esse período, chamado “Baixa Idade Media”, Séculos 14 e 15, foi marcado pelo desanimo intelectual, imoralidade e corrupção da Igreja Romana. Se não fosse por estes dois séculos, hoje a Idade Media não seria lembrada de modo tão negativo. Antes destes séculos, houve muita produção escruta, com o pensamento de Agostinho e Tomas de Aquino; o Cristianismo espalhou-se por todo o mundo e surgiram as Universidades. Mas estes dois séculos que vieram antes da Reforma protestante de Martinho Lutero e João Calvino foram marcados pelo erro. Neste período o povo vivia com medo da Igreja, com fome e explorados economicamente pelos impostos papais. Além disso, o povo não conhecia a Deus, pois não tinha qualquer acesso à sua Palavra. A Bíblia era um livro fechado e os sacerdotes se julgavam donos da revelação de Deus.
Na idade Média o objetivo da Igreja era estabelecer um império de proporções mundiais, tendo a tradição oral e a palavra do papa como únicas autoridades sobre as áreas da vida humana. Um só idioma, deveria ser falado, de forma que a liturgia do culto fosse idêntica em todas as igrejas. O historiador David Schaff diz que, nesta época, exaltava-se o sacerdócio e desprezava-se os direitos dos homens comuns. Enquanto o papa possuía poderes de Imperador, seus sacerdotes e outros clérigos recebiam o status de reis e nobres. Qualquer reação que ameaçasse diminuir a autoridade da Igreja era duramente combatida com excomunhão e censuras[1].
Vejamos quais os principais elementos de total desvio da Palavra de Deus neste período.
1 - A Falsa Autoridade da Igreja
A supremacia papal dizia que o pontífice romano, o papa, era a representação de Deus na terra ou o vigário de Cristo (aquele que assume o lugar de Cristo). Sendo assim, as decisões papais feitas através de decretos ou bulas tinham autoridade maior do que a Escritura.
Salvação naquela época era o mesmo que obediência ao papa. Sendo ele o soberano representante de Deus, não só a Igreja estava sob seu comando, mas também toda a lei civil. O papa Gregório VII defendeu a idéia de que o papa “é o único que deveria ter os pés beijados pelos príncipes”, depor imperadores e absolver ou não os súditos dos impérios de suas obrigações feudais [2]. O chefe da Igreja comandava também a vida comum e a propriedade dos cidadãos de todo o império [3]. A bula papal, anunciada pelo para Bonifácio VII em 1302, chamada de “Unam Sanctam” dizia que, assim “como houve um única arca, guiada por apenas um timoneiro, assim também havia uma única santa, católica e apostólica igreja, presidida por um supremo poder espiritual, o papa, que podia ser julgado apenas por Deus, não pelos homens. Desta forma ele concluiu: “Declararmos, estabelecemos, definimos e pronunciamos que, para a salvação, é necessário que toda criatura humana esteja sujeita ao Pontífice Romana [4]”.
O sistema sacramental era outra grande estratégia da Igreja daquele tempo. Através desse sistema, os sacerdotes recebiam poderes incríveis como, por exemplo, perdoar os pecados do povo e também de conceder ou retirar a vida eterna.
Dessa forma, a Igreja Católica Romana caiu em grande erro. Quando alguém se afasta da Bíblia, pensa que é Deus. Autoridade da Igreja é Jesus Cristo e não há quem possa substituí-lo. Ele, e só ele, é o cabeça da igreja (Ef 1.22; Ef 5.23).
2 - O Falso Poder da Igreja
O papa Inocêncio III organizou a força policial da Igreja. Esta foi a mais terrível estratégia da Igreja. Qualquer divergência contra ela era tratada como se fosse crime, cuja punição não estava reservada apenas neste mundo, com prisões, tortura e morte, mas também no mundo vindouro, onde o insubmisso queimaria no inferno. Esta policia chamava-se Inquisição. O papa poderia também fazer uso do interdito, uma espécie de intervenção da igreja nos reinados do Império, quando o chefe da Igreja assumia o lugar do rei, como aconteceu com o Rei John da Inglaterra em 1213.
Foram muitos os abusos e perseguições nesta época. Seres humanos sem direitos, sem liberdade e sendo terrivelmente explorados e censurados quando á sua liberdade de consciência. A Igreja se afastava da sã doutrina e colocava em seu lugar um falso poder, uma autoridade mágica passa longe dos princípios eternos das Sagradas Escrituras.
Este poder era totalmente falso porque, nas Escrituras, o poder da igreja vem de Cristo e é subordinado à sua autoridade (Mt 28.18). Este poder, de modo algum, pode ser exercido com tirania, mas sim de acordo com a Palavra de Deus e sob a direção do Espírito Santo.
3 – A Falsa Santidade da Igreja
Nas últimas décadas antes da reforma de Martinho Lutero e do Renascimento houve uma aberta demonstração da imoralidade entre os lideres da Igreja. Aqueles que se diziam ocupar o lugar de Deus na terra mergulharam de uma vez por todas na corrupção e na prostituição. Houve quem comparasse os papas desta época aos terríveis imperadores romanos que viveram próximos ao inicio da era cristã e foram reconhecidos pela sensualidade e imoralidade.
Corrompido dessa forma, o poder foi usado para favorecer os oficiais da Igreja e seus parentes. Papas nomeavam sobrinhos e familiares próximos, alguns deles na idade de adolescência, para assumirem bispados e arcebispados por todo o império. Ser líder da Igreja era um grande negocio. Schaff fala um pouco mais sobre a moralidade do clero naquele tempo: “Os cardeais que residiam em Roma não procuravam resguardar as amantes das vistas do público. A paixão do jogo os envolvia na perda e no ganho de somas enormes, em uma só noitada. Os papas assistiam a sujas comédias, representadas no Vaticano. Seus filhos se casavam nas próprias câmaras do Vaticano e os cardeais se misturavam às senhoras que acorriam, como convidadas, às brilhantes diversões que os papas arranjavam” [5].
4 – Uma Igreja Enfraquecida
Todos esses atos de dominação, corrupção e imoralidade acabaram enfraquecendo a igreja. O papa acabou perdendo o respeito e o prestigio das ordens leigas da igreja que estavam submetidas a ele. Em 1309 o centro ou sede da Igreja deixou Roma para se estabelecer em Avignon na França. Durante 68 anos a Cúpula da Igreja foi francesa. Depois, com Gregório XI, a Igreja voltou a Roma. Mas alguns cardeais franceses não se conformaram com a sede do papado em Roma e elegeram um papa para si, que governou a Igreja novamente de Avignon.
Este foi um período da historia que contou com a existência de dois papas. Um em Roma, Clemente VII e outro em Avignon, Urbano VI, na França. Ambos se diziam sucessores do apostolo Pedro. De acordo com o historiador E.E.Cairns, o norte da Itália, grande parte da Germânia (Alemanha), a Escandinávia e a Inglaterra seguiram o papa romano. França, Espanha, Escócia e sul da Itália seguiram o para francês. Esta divisão continuou até o século seguinte [6].
Esse poder dividido contribuiu para o desgaste daquela autoridade pretendida pela Igreja Romana. Com o declínio da autoridade, a Influencia da Igreja no mundo começa a diminuir. Começam a surgir as cidades-estados que se opõem contra a pretensa soberania mundial do papa. As nações começaram a se seara do Santo império Romano e passaram a ser comandadas por um rei, que com seu exercito, protegia seus súditos contra a exploração da Igreja. A Inglaterra e a Boemia foram as primeiras regiões da Europa a se manifestarem contra o domínio papal. Surgiram a partir de então movimentos internos que clamavam por reforma. Dentre esse destacamos os personagens de John Wycliff, na Inglaterra e Jonh Huss na Boêmia.
Esses acontecimentos sucessivos demonstram a presença de Deus na história, abrindo espaço para Reforma de Martinho Lutero, João Calvino e Ulrich Zwinglio. O caminho para renascimento das artes, da ciência e da religião começa a ser trilhado.
Conclusão
Os dois últimos séculos antes da Reforma formaram um verdadeiro período de trevas. Deus, então, preparou homens e mulheres para uma grande transformação de proporções mundiais, cujos efeitos chegam até nós hoje. Tanta imoralidade e perversão acabaram  por propiciar a entrada deste novo movimento. O mundo necessitava de Deus, da sua Palavra e de uma transformação que abrangesse não só a sua vida espiritual, mas também a restauração da dignidade humana. Tudo isso veio com a Reforma do século 16.
Hoje o homem continua necessitando de Deus. É o momento de avaliarmos a missão da Igreja de Cristo e começarmos a produzir frutos que promovam a glória de Deus e resgatem a dignidade humana que está mergulhada no pecado, na corrupção e na violência do mundo atual.
Aplicação
De acordo com [esta lição], que paralelos você  vê entre os séculos 14 e 15 e os de nossos dias?
Nota
[1] - D.S.SCHAFF Nossa Crença e a de nossos Pais São Paulo: Imprensa Metodista, 1964. P.48.
[2] – Timothy GEORGE Teologia dos Reformadores São Paulo: Vida Nova, 1994. P.35
[3] – Nossa Crença e a de Nossos Pais, p. 49.
[4] – Teologia dos Reformadores, p. 35.
[5] – Nossa Crença e a de Nossos Pais, pp. 58-59.
[6] – E.E.CAIRNS  O Cristianismo Através dos Séculos São Paulo: Vida Nova, 1992. P.201.
Autor: Dráusio Piratininga Gonçalves
Fonte: Revista Palavra Viva, lição 01, pg 2-4, Editora Cultura Cristã.

GUILHERME FAREL

GUILHERME FAREL (1489-1565)
Guilherme Farel nasceu em Gap, província francesa do Delfinado, no ano de 1489. Os seus biógrafos o descrevem como um pregador valente e ousado. Embora sua família fosse aristocrática, ele era rude e tosco. Sua eloqüência era como uma tempestade.
Farel converteu-se em Paris. O homem que o levou a Jesus Cristo era seu professor na universidade e se chamava Jacques LeFévre. Parece que Farel inicialmente não pretendia deixar a Igreja Católica, pois em 1521 ele iniciou um trabalho de pregação sob a proteção do bispo de Meaux, Guilherme Briçonnet. Mas logo depois foi proibido de pregar e expulso da França, acusado de estar divulgando idéias protestantes.
Em 1524 estava em Basiléia fazendo as suas pregações. Mas a sua impetuosidade o levou a ser expulso da cidade.
Em 1526 Farel iniciou o seu trabalho de pregação na Suíça de fala francesa. Ligou-se aos seguidores de Zwínglio. Conseguiu implantar o protestantismo em vários cantões (estados) suíços. E em 1532 entrou em Genebra pela primeira vez. Sua pregação causou tumulto na cidade. Teve que se retirar... Mas voltou logo depois. E no dia 21 de maio de 1536, a Assembléia Geral declarou a cidade oficialmente protestante.
Mas Genebra aceitara o protestantismo mais por razões políticas que espirituais. E agora Farel tinha uma grande tarefa pela frente: reorganizar a vida religiosa da cidade.
Guilherme Farel era um homem talhado para conquistar uma cidade para o protestantismo. Mas se perdia completamente no trabalho que vinha a seguir. Não sabia planejar, nem organizar, nem liderar, nem pastorear. Mas, felizmente, conhecia suas limitações e convidou João Calvino para reorganizar a vida religiosa de Genebra.
No dia 23 de abril de 1538, Farel e Calvino foram expulsos da cidade. Calvino foi para Estrasburgo, onde pastoreou uma igreja formada por refugiados franceses. Farel foi para Neuchâtel, uma cidade que havia sido conquistada por ele para o Evangelho. Calvino voltou para Genebra em 1541. Farel permaneceu em Neuchâtel, onde faleceu em 1565, com 76 anos de idade.

domingo, 16 de setembro de 2012

ZWÍNGLIO

ÚLRICO ZWÍNGLIO (1484-1531)
Paralela à reforma de Lutero, surgiu na Suíça um reformador chamado Úlrico Zwínglio. Era mais novo do que Lutero apenas 50 dias, mas tinha formação e idéias diferentes do reformador alemão.
Úlrico Zwínglio nasceu na Suíça, no dia 1º de janeiro de 1484. Seu pai era magistrado provincial. Sua família tinha uma boa posição social e financeira, o que lhe permitiu estudar em importantes escolas daquela época. Estudou na Universidade de Viena, de Basiléia e de Berna. Graduou-se Bacharel em Artes, em 1504, e Mestre dois anos depois.
Em 1506 Zwínglio tornou-se padre, embora o seu interesse pela religião fosse mais intelectual do que espiritual. Em 1520 Zwínglio passou por uma profunda experiência espiritual, causada pela morte de um irmão querido. Dois anos depois iniciou um trabalho de pregação do evangelho, baseando-se tão somente na Escritura Sagrada. O Papa Adriano VI proibiu-o de pregar. Poucos meses depois, o governo de Zurique, na Suíça, resolveu apoiar Zwínglio e ordenou que ele continuasse pregando.
Em 1525 Zwínglio casou-se com uma viúva chamada Ana Reinhard. Nesse mesmo ano Zurique tornou-se, oficialmente, protestante. Outros cantões (estados) suíços também aderiram ao protestantismo. As divergências entre estes cantões e os que permaneceram fiéis a Roma iam-se aprofundando.
Em 1531 estourou a guerra entre os cantões católicos e os protestantes, liderados por Zurique. Zwínglio, homem de gênio forte, também foi para o campo de batalha, onde morreu no dia 11 de outubro de 1531.
Zwínglio morreu, mas o movimento iniciado por ele não morreu. Outros líderes deram continuidade ao seu trabalho. Suas idéias foram reestudadas e aperfeiçoadas. As igrejas que surgiram como resultado do movimento iniciado por Zwínglio são chamadas de igrejas reformadas em alguns países, e igrejas presbiterianas em outros. Dentre os líderes que levaram avante o movimento iniciado por Zwínglio destacam-se Guilherme Farel e João Calvino.

sábado, 15 de setembro de 2012

JOHN KNOX

JOHN KNOX (1505/15?-1587)
Os seguidores do movimento iniciado por Zwínglio e estruturado por Calvino se espalharam imediatamente por toda a Europa. Na França eles eram chamados de huguenotes; na Inglaterra, puritanos; na Suíça e Países Baixos, reformados; na Escócia, presbiterianos.
A Escócia é uma país muito importante na história do protestantismo reformado. Foi lá que surgiu o nome presbiteriano. Por isto, alguns livros de história afirmam que o presbiterianismo nasceu na Escócia.
O grande nome da reforma escocesa é John Knox. Pouco se sabe a respeito dos primeiros anos de sua vida. Supõe-se que tenha nascido entre os anos 1505 a 1515. Estudou teologia e foi ordenado sacerdote, possivelmente em 1536. Não se sabe quando e em que circunstâncias ocorreu a sua conversão. Em 1547 foi levado para a França, onde ficou preso dezenove meses, por causa de sua fé. Libertado, foi para a Inglaterra, onde exerceu o pastorado por dois anos. Em 1554 teve que fugir da Inglaterra, indo, inicialmente, para Frankfurt, e depois para Genebra, onde foi acolhido por Calvino. Em 1559 voltou para a Escócia, onde liderou o movimento de reforma religiosa. Sua influência extrapolou a área religiosa, atingindo também a vida política e social do país.  Sob a sua influência, o parlamento escocês declarou o país oficialmente protestante, em dezembro de 1567. A igreja organizada por ele e seus auxiliares recebeu o nome de Igreja Presbiteriana. John Knox faleceu no dia 24 de novembro de 1587.
O presbiterianismo foi levado da Escócia para a Inglaterra; de lá, para os Estados Unidos da América.
Em 1726 teve início um grande despertamento espiritual nos Estados Unidos. Este despertamento levou os presbiterianos a se interessarem por missões estrangeiras. Missionários foram enviados para vários países, inclusive o Brasil. No dia 12 de agosto de 1859 chegou ao nosso país o primeiro missionário presbiteriano: Ashbel Green Simonton. [Este foi fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil www.ipb.org.br .]
Autor: Rev. Adão Carlos Nascimento
Igreja Presbiteriana de Campinas, site http://www.ipcamp.org.br

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Vergonha!

Vergonha! Querem cobrar direito autoral dos louvores cantados no culto

Por Renato Vargens

O meu amigo, Walter McAlister que é Bispo Primaz das Alianças de Igrejas Nova Vida publicou um texto absolutamente inquietante.

Pois bem, o Bispo Walter em seu BLOG denunciou que a sua denominação foi notificada (leia aqui) de que teria de pagar direitos autorais pela execução de músicas de “louvor” nos seus cultos. Segundo o Bispo, cada uma de suas igrejas ficaria, assim, responsável por declarar o número de membros e a frequência aos seus cultos, para que fosse avaliado o imposto a ser pago ao Christian Copyright Licensing International (CCLI), sociedade que realiza a arrecadação e a distribuição de direitos autorais decorrentes da execução pública de músicas nacionais e estrangeiras. Por sua vez, o CCLI repassaria o valor devido aos compositores cujas músicas estão cadastradas.

Caro leitor, eu faço coro com o Bispo Walter isso é um verdadeiro absurdo e digo mais este mercado gospel me enoja! O simples fato de saber que existe gente querendo enriquecer as custas do louvor na casa de Deus me dá náuseas.

Ah! Que saudade da boa música, ministrada, cantada, com unção, cujo interesse era simplesmente engrandecer o nome de Deus! Que saudade, do louvor apaixonado, que brotava do peito dos adoradores como um grito de paixão e amor. Que saudade das lágrimas derramadas, das composições desinteressadas, da música entoada por músicos cheios de Deus e de seu Espirito.

Pois é, diante desta aberração comercial resta-nos descobrir os nomes dos compositores dispostos a cobrar direitos autorais das canções entoadas no cultos. Bom, antes que alguém me apedreje deixe eu explicar que  acho lícito, justo e correto o compositor receber os direitos autorais de suas músicas cantadas no Rádio e na TV, agora, vamos combinar uma coisa? Cobrar por aquilo que a igreja canta nos cultos é demais da conta não é verdade?

Isto posto, digo que o melhor a ser feito é boicotar os mercadores da fé juntamente com suas canções. Além disso, vamos cantar as velhas músicas que viraram domínio público,  incentivando os músicos de nossas Igrejas a comporem também novos louvores que exaltem a Deus.

Que Deus tenha misericórdia de nós, que se compadeça da sua igreja, perdoe nossos pecados, e nos dê um avivamento.

Renato Vargens

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Martinho Lutero

Martinho Lutero
Sua biografia, 95 teses, Reforma Protestante, religião luterana, protestantismo, luteranismo
martinho Lutero - Reforma Religiosa
Lutero: início da Reforma Protestante
 
Introdução 
Precursor da Reforma Protestante na Europa, Lutero nasceu na Alemanha no ano de 1483 e fez parte da ordem agostiniana. Em 1507, ele foi ordenado padre, mas devido as suas idéias que eram contrárias as pregadas pela igreja católica, ele foi excomungado.
Idéias e doutrina 
Sua doutrina, salvação pela fé, foi considerada desafiadora pelo clero católico, pois abordava assuntos considerados até então pertencentes somente ao papado. Contudo, esta foi plenamente espalhada, e suas inúmeras formas de divulgação não caíram no esquecimento, ao contrário, suas idéias foram levadas adiante e a partir do século XVI, foram criadas as primeiras igrejas luteranas. 
Apesar do resultado, inicialmente o reformador não teve a pretensão de dividir o povo cristão, mas devido à proporção que suas 95 teses adquiriram, este fato foi inevitável. Para que todos tivessem acesso as escrituras que, até então, encontravam-se somente em latim, ele traduziu a Bíblia para o idioma alemão, permitindo a todos um conhecimento que durante muito tempo foi guardado somente pela igreja. 
Com um número maior de leitores do livro sagrado, a quantidade de protestantes aumentou consideravelmente e entre eles, encontravam-se muitos radicais. Precisou ser protegido durante 25 anos. Para sua proteção, ele contava com o apoio do Sábio Frederico, da Saxônia. 
Foi responsável pela organização de muitas comunidades evangélicas e, durante este período, percebeu que seus ensinamentos conduziam a divisão. Casou-se com a monja Katharina Von Bora, no ano de 1525, e teve seis filhos.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A maioria dos fiéis não lê a Bíblia

A maioria dos fiéis não lê a Bíblia diariamente, afirma estudo

Menos de 20% dos evangélicos mantém o hábito diário da leitura e estudo das Escrituras.


  • por Jarbas Aragão

    A maioria dos fiéis não lê a Bíblia diariamente, afirma estudo  
    A maioria dos fiéis não lê a Bíblia diariamente, afirma estudo
    Enquanto a maioria dos fiéis o desejo de honrar a Cristo com suas vidas, um estudo recente descobriu que poucos realmente se dedicam à leitura e estudo pessoal das Escrituras.
    “Leitura da Bíblia” é um dos oito atributos do discipulado investigado no estudo “Discipulado Transformador” realizado pelo Instituto LifeWay Research. A avaliação proposta visa medir o crescimento espiritual de um indivíduo em cada uma dessas áreas de desenvolvimento. A pesquisa constatou que 90% dos fiéis afirma que desejam “agradar e honrar a Jesus em tudo o que faço”, e 59 % concordam com a declaração: “Durante o dia eu penso em algum momento sobre as verdades bíblicas.”
    Embora a maioria concorde com ambas as declarações, existe uma diferença significativa na intensidade disso. Quase dois terços dos fiéis (64 %) concordam fortemente com a primeira afirmação, mas apenas
    20 % concordam com a segunda. No entanto, quando perguntado quantas vezes lê a Bíblia pessoalmente (não durante um culto):
    • 19 % respondeu “todos os dias.”
    • 26 % dizem que fazem isso “algumas vezes por semana”
    • 14 % dizem que leem a Bíblia “uma vez por semana”
    • 22 % dizem que “uma vez por mês” ou “algumas vezes um mês”
    • 18 % dizem que “raramente/nunca”
    O pastor Ed Stetzer, presidente da LifeWay Research afirmou: “A leitura da Bíblia causa impacto em praticamente todas as áreas de crescimento espiritual. Você pode seguir a Cristo e ver o cristianismo como fonte da verdade, mas se essa verdade não permeiam seus pensamentos, aspirações e ações, você não está totalmente envolvido com a verdade. A Palavra de Deus é a verdade, por isso ler e estudar a Bíblia ainda são as atividades que têm o maior impacto sobre a maturidade espiritual. Você simplesmente não vai crescer na fé se não conhecer a Deus e passar tempo com a Sua Palavra”.
    A pesquisa também revela seis ações que impactam positivamente a fé dos cristãos:
    1. Confessar que tem falhado e pedir perdão a Deus.
    2. Acreditar em Jesus Cristo como o único caminho para o céu
    3. Tomar a decisão de obedecer ou seguir a Deus com a consciência de que essa escolha  pode ser dolorosa. Sessenta e três por cento dos entrevistados dizem ter feito isso pelo menos uma vez nos últimos seis meses.
    4. Orar pela salvação das pessoas que eles conhecem e que ainda não são cristãos.
    5. Ler algum livro que contribua para seu crescimento espiritual. Sessenta e um por cento  dos fiéis dizem ter feito isso no último ano.
    6. Ser discipulado individualmente por um cristão mais maduro espiritualmente. Menos da metade dos fiéis (47 %) dizem que foram discipulados assim.
    O pastor Stetzer entende que quase todos os fiéis querem honrar a Deus, porém mais de um terço indicam que essa obediência não ocorre quando existe um preço a pagar. Essas descobertas sobre a leitura da Bíblia ou falta desse hábito são parte do maior estudo sobre discipulado dos últimos tempos. Os resultados dessa extensa pesquisa sobre a maturidade espiritual continuarão a ser publicados ao longo dos próximos meses.
    O objetivo da LifeWay Research com essas entrevistas entre pastores, igrejas e indivíduos visando medir a maturidade espiritual através de um questionário online é preparar material de estudo que supra as carências detectadas nessas entrevistas. Foram preenchidas 2.930 avaliações por cristãos que frequentam regularmente uma igreja evangélica.

    Nosso Lar Eterno

    Cinco bênçãos do nosso lar eterno

     
    O pastor Gilson Santos escreveu um excelente artigo sobre “Lar: Centro de Significado e Fundamento da Identidade” em seu blog, falando sobre como o lar (e, faça a devida distinção de casa) é um símbolo de segurança, proteção, acolhimento, familiaridade e identidade.

    Leia o artigo completo de Gilson Santos aqui.

    Quero trazer uma pequena reflexão baseada nesses cinco significados de lar, mas enfocando nosso lar eterno com o Pai.
    1. Identidade: Por mais importante que seja nossa família e nosso lar na definição de nossa identidade, a realidade de todo cristão é que ele é nascido de novo – ele é uma nova criação em Cristo. É na casa edificada com 66 tijolos que aprendemos sobre nossa identidade em Cristo.
    2. Proteção: Estamos seguros na proteção que nosso Irmão mais velho nos fornece, guardando-nos de uma vida em pecado e do Maligno. “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca”. (1 Jo 5:18)
    3. Acolhimento: Quão doce é a verdade de que fomos acolhidos na família de Deus. Não somos mais peregrinos perdidos em um mundo sem amor, mas fomos aproximados pelo sangue de Cristo (Ef 2:19).
    4. Familiaridade: Não somos mais estrangeiros; ou seja, a comunhão com Deus não é mais estranha para nós. É em nossos joelhos “perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome” (Ef 3:14-15) que o Espírito de adoção nos leva a clamar pelo nome da familiaridade: Aba Pai (Rm 8:15).
    5. Segurança: Nós que reconhecemos a voz do Pastor, somos ovelhas dele e temos a segurança de que Cristo (1) nos conhece, (2) nos dá a vida eterna e nós nunca pereceremos e (3) nos tem firmes em suas mãos. Estamos seguros nas mãos de Cristo e também nas mãos do Pai, que é maior do que todos. Ninguém (ninguém!) pode nos arrebatar das mãos do nosso Pai! (Jo 10:27-29). Estamos seguros em Cristo!
    Talvez sua casa terrena não fosse um lar amoroso, mas seu lar celestial é repleto de amor, pois nosso Pai é amor. Você não precisa mais viver como um órfão espiritual que tenta fazer tudo sozinho, pois a vida é dura. Você tem um Pai, agora. Encontre conforto nas promessas de nosso Grande Irmão:
    “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.” (Jo 14:2)

    Pastor Youcef Nadarkhani foi solto e liberado

    Pastor Youcef Nadarkhani foi solto e liberado


    Prezados,

    Acabei de receber uma excelente notícia.

    O meu amigo o Dr. Uziel Santana dos Santos acabou de confirmar que o Pr. Yousseff Nadarkhani foi liberado da sua sentença de morte. Por favor leia em primeira mão a notícia abaixo:

    Renato Vargens

    "Queridos todos, escrevo-lhes para informar em primeira mão que o Pr. Yousseff Nadarkhani foi absolvido e liberado hoje!! Glória a Deus. A informação recebi dos irmãos juristas da Federación Interamericana de Juristas Cristianos!"

    Glória a Deus!

    Uziel Santana

    "Esta manana el Pastor Youcef Nadarkhani fue absuelto y liberado. Casi no lo puedo creer - pero que gran respuesta a tanta oracion!!!! Gracias a todos ustedes - estamos convencidos que el trabajo en America Latina, ambos publico y confidencial diplomatico, jugaba un papel critico en todo este proceso. Ahora oremos por el y su familia y su seguridad - es muy probable que van a tener que salir del pais... Esta manana damos gracias a nuestro Dios que escucho las oraciones de su pueblo y miramos que poder tiene el cuerpo de Cristo cuando se une en oracion - seguimos adelante, dando gracias por la vida y el testimonio del Pastor Nadarkhani!!" (by Dra. Anna Lee)

    "Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio. Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; e ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste. "   Daniel 13:17-18

    "Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele." Lamentações de Jeremias 3:21-24

    sábado, 8 de setembro de 2012

    João Calvino


    Sua Vida.
    Calvino nasceu em Noyon, na França, perto de Compiègne. Seu pai foi advogado da Igreja Católica. Calvino foi educado em Paris, Orleães e Bourges. Após a morte do pai em 1531, Calvino estudou latim e grego na universidade de Paris. Sua educação reflete a influência do liberalismo e do humanismo do Renascimento. Ao contrário de vários líderes da Reforma, Calvino provavelmente nunca foi ordenado padre.
    Aproximadamente em 1533 Calvino se declarou protestante. Em 1534, deixou a França e estabeleceu-se em Basiléia, na Suíça. Nessa cidade publicou a primeira edição de seu livro Instituição da religião cristã (1536). Este livro provocou imediata admiração por Calvino. Durante sua vida ele alterou a obra, aumentando-a. O livro apresenta as idéias básicas de Calvino sobre religião.
    Em 1536, Calvino foi convencido a liderar o primeiro grupo de pastores protestantes de Genebra. Em 1538 os líderes de Genebra reagiram contra as rígidas doutrinas dos pastores protestantes; Calvino e vários outros clérigos foram banidos. No mesmo ano, Calvino tornou-se pastor de uma igreja protestante de refugiados franceses em Estrasburgo, na Alemanha. Foi profundamente influenciado pelos antigos líderes protestantes alemães de Estrasburgo, especialmente Martinho Bucer. Calvino adaptou as idéias de Bucer sobre o governo da Igreja e o culto.
    Ao mesmo tempo, Genebra ressentia-se de falta de liderança política e religiosa. O conselho da cidade de Genebra pediu a Calvino que voltasse, o que ele fez em 1541. A partir dessa época até sua morte, Calvino foi a personalidade dominante em Genebra, embora fosse apenas um pastor.

    quinta-feira, 6 de setembro de 2012

    Pense nisso!!


    Pastor, posso brincar de roleta russa?

    Pastor, posso brincar de roleta russa?

    Por Renato Vargens 

    Roleta russa é um jogo de azar onde os participantes colocam uma bala — tipicamente apenas uma — em uma das câmaras de um revólver. O tambor do revólver é girado e fechado, de modo que a localização da bala é desconhecida. Os participantes apontam a arma para suas cabeças e atiram, correndo o risco da provável morte caso a bala esteja na câmara engatilhada. 

    Ora, é claro que pessoas saudáveis e em juízo perfeito não "brincam" com uma coisa dessas não é verdade? Todavia,  (salvo as suas proporções), não são poucos os jovens que tem feito da vida uma grande "roleta russa" arriscando namorar pessoas não cristãs, acreditando que um dia elas se converterão. 

    Caro leitor, vamos uma combinar uma coisa? Quem disse que o seu namorado vai se converter? Ou por acaso quem pode afirmar que sua namorada terá uma experiência profunda com Cristo? Além disso as Escrituras são absolutamente claras em afirmar que o Senhor desabona o jugo desigual.

    Lamentavelmente para muitos dos nossos jovens e adolescentes não existe o menor problema em namorar um não cristão. Entretanto, o que talvez eles desconheçam é o ensino bíblico de que não devemos nos colocar em jugo desigual com os incrédulos (II Co 6.14).

    Para Calvino, o jugo desigual era nada menos que manter comunhão com as obras infrutíferas das trevas e estender-lhes a destra de companhia. Em outras palavras isto significa estar ligado ao mesmo tempo, lado a lado na mesma canga. É a metáfora dos bois ou cavalos que têm de andar juntos, desfrutando das mesmas práticas, porque estão presos na mesma canga.

    Caro leitor, escolher uma pessoa que compartilha da mesma fé e sonhos é fundamental a construção de um namoro equilibrado e saudável.  Vale a pena ressaltar que do ponto de visto bíblico o namoro entre não cristãos e cristãos é absolutamente desaconselhável. Paulo, ao escrever aos coríntios ordena que um cristão ao se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los.

    Vale a pena lembrar o que a Confissão de Fé de Westminster diz a respeito do casamento entre cristãos e não cristãos: “A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar, mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem os piedosos prender-se a jugo desigual por meio do casamento com os que são notoriamente ímpios em suas vidas, ou que mantêm heresias perniciosas”

    Soli Deo Gloria,

    Renato Vargens

    AMA ADVENTURE


    Se preparem rapazes!! Tá chegando a hora da nossa escalada!!!!!

    terça-feira, 4 de setembro de 2012

    COMPES 2013 Estamos quase lá!!!!!


    10 dicas importantes para os que ministram o louvor

    Por Renato Vargens


    Infelizmente boa parte dos cristãos consideram a música tocada na igreja mais importante que a pregação da Palavra. Há pouco vi os números de uma enquete evangelíca cuja pergunta era: O que você prefere na Igreja: Louvor ou a Pregação da Palavra. Lamentavelmente o louvou ganhou disparado.

    Pois é, além da pobreza musical dos nossos hinos, os louvores ministrados em nossas assembleias estão repletos de erros grotescos e desvios teológicos, onde através de estapafúrdias canções, brincamos de adoração. Caro amigo, como já afimei em outra ocasião tenho a impressão que o chamado movimento gospel criou através de sua liturgia um novo sacramento denominado louvor. Para estes, ainda que inconscientemente, a adoração com música transformou-se num meio de graça, onde mediante canções distorcidas teologicamente, os crentes são levados a um estado de catarse.

    Pensando na saúde das nossas igrejas, bem como no engrandecimento do nome do nosso Senhor, resolvi escrever  10 dicas àqueles que ministram o louvor na igreja.

    1- Cuidado com o que está cantando. Muitas das canções tocadas em nossos cultos são heréticas e distorcidas teologicamente. Antes de ensina um hino a igreja, apresente-o ao seu pastor deixando-o averiguar se a letra está de acordo com os ensinamentos das Escrituras.

    2- Ao ministrar os louvores no culto evite ao término de cada canção falar alguma coisa. Lembre-se que você esta ali para conduzir a adoração e não pregar.

    3- Você não é um animador de auditórios, portanto, abandone o complexo de "Silvio Santos" e evite  manipular o povo com expressões e gestos religiosos.

    4- Cuidado com o volume do SOM. Música alta prejudica a adoração.

    5- Evite chamar a atenção para si mesmo, lembre-se você está alí para conduzir o povo em adoração.

    6- Louvor não é show. Você não foi chamado para apresentar-se diante de uma platéia ávida por um bom espetáculo. Você foi chamado para adorar a Deus.

    7-  Esmerece-se em fazer o melhor. Ensaie, ensaie e ensaie. Faça isso sozinho e com a banda, jamais esquecendo que excelência é fundamental no desenvolvimento de qualquer ministério cristão.

    8- Cuidado com o misticismo.

    9- Cuidado com as ênfases judaizantes.

    10- Faça tudo para a glória de Deus.

    Renato Vargens

    Os liberais e a intolerância dos tolerantes

    Por Renato Vargens


    Liberais amam falar em tolerância. Em seus simpósios, congressos e  conferências é comum encontrá-los dissertando sobre o tema, afirmando a necessidade de  exercer paciência e benevolência com aqueles que deles divergem. Entretanto, basta com que alguém os critique, ou discorde do seu modo liberal de ser, que os tolerantes se transformam em intolerantes.

    Pois é, tenho visto os defensores da tolerância reagindo com intolerância aos que pensam diferente. Nessa perspectiva, quando contrariados, os que deveriam ser tolerantes responde aos conservadores "intolerantes" com ironia, deboche e desdém. Ora,  tolerantes não pregam tolerância? Por acaso não deveriam ser os liberais tolerantes? Por que será então que tolerantes não toleram ser contrariados? Afinal de contas não são os fundamentalistas  intolerantes?  Por que então liberais agem desprovido de intolerância?

    Haja tolerância para entender os intolerantes, mesmo porque, pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é verdade?

    Pense nisso!

    Renato Vargens

    segunda-feira, 3 de setembro de 2012

    Lutando pela santidade da igreja

    Por Renato Vargens

    Uma das maiores lutas dos pastores é a santidade da igreja. Eu particularmente tenho lutado por uma igreja santa e compromissada com a Palavra. Luto por jovens comprometidos com o Evangelho e livres do pecado, por casais cujo leito matrimonial seja sem mácula, por adolescentes livres do mundanismo, e por homens e mulheres santos como o meu Senhor. No entanto, as vezes tenho a impressão que tenho dado soco em ponto de faca, isto porque, não são poucos aqueles que em nome da contextualização do evangelho tem amado o mundo, bem como as coisas que existem no mundo. 

    Nesta perspectiva os jovens tem tido relacionamento sexual fora do casamento, os adolescentes se embriagado de cerveja e vinho, além é claro, de muitos homens e mulheres preferirem desfrutar dos prazeres das boates em noitadas recheadas de pecados e imoralidades. Se não bastasse isso, o adultério se faz presente em muitos relacionamentos conjugais, onde maridos e mulheres optaram pela infedelidade em detrimento a Palavra do Senhor.

    Caro leitor, ser pastor não é fácil! Em algumas ocasiões somos taxados de retrógados, fundamentalistas e ultrapassados. Infelizmente não são poucos aqueles que nos condenam por lutarmos por uma igreja santa. Volta e meia ouço de alguns a seguinte afirmação: "O mundo mudou, as pessoas mudaram, não dá pra seguir ao pé da letra o que a Bíblia diz." Se não bastasse isso, muitos pastores tem advogado a tese de que os jovens cristãos podem se relacionar sexualmente fora do matrimônio, desde que esteja com casamento marcado. O que falar então de inúmeros jovens que sentam a mesa do bar e bebem todas as cervejas possíveis? O que dizer de outros tantos que em nome de um espiritualidade barata, proferem todo tipo de palavrão?

    Prezado amigo, desculpe, se lhe contrario, mas prefiro ser considerado chato do que liberal. O meu compromisso, doa em que doer, é com as Escrituras Sagradas. Como pastor fui chamado para pastorear as ovelhas de Cristo, exortá-las e corrigi-las diante das dificuldades da vida, admostá-las a uma vida santa, conduzi-las a glorificar com suas vidas o Supremo Pastor.

    Isto,  posto, afirmo sem titubeios que mesmo diante das dificuldades continuarei lutando pela santidade da Igreja. Que Deus conceda graças aos milhares de pastores nessa nação, que com dedicação e esmero, tem lutado pela Igreja do Senhor.

    A Deus toda glória.

    Renato Vargens

    Ama Esportes

                                                           
     DIA 7 de setembro - AMA ESPORTES. a partir das 8:00 na quadra do Taylo -Egídio.
    Esperamos por você!!!

    Cuidado! Pastores picaretas querem comprar seu voto!

    Por Renato Vargens

    Em Época de eleição algumas igrejas se transformam em palanque político onde pastores, líderes e afins comercializam de forma descarada o voto do rebanho.

    Por favor leia a história abaixo que originalmente foi publicada pela Ultimato:

    "O candidato a deputado chega junto ao pastor de uma igreja com 550 membros, também líder regional de uma denominação de grande expressão. Ao termino do culto o pastor aproxima-se dele. Convida-o ao seu gabinete. O ilustre candidato, sem mais delongas vai direto ao assunto:

    - pastor eu sei que o senhor está querendo fazer algumas reformas em sua igreja e, sabendo de sua seriedade, estou aqui para lhe ajudar no que for preciso. Pode ser que o senhor alegue que o fato de estarmos muito próximo das eleições pode pegar mal, mas, adianto para o amigo, não tem nada a ver uma coisa com a outra, eu quero que o senhor lembre do meu nome para deputado, como o candidato de Deus para a sua igreja. Eu não compro votos. O pastor constrangido responde: - Claro doutor! O amigo é sério eu sei. Só que tem um probleminha, eu já me comprometi com outro candidato, ele esteve aqui antes de você e, para ajudar na compra das janelas da igreja me deu, ou melhor, doou para a igreja sete mil reais. Infelizmente, não posso acompanhá-lo esse ano.

    Mas, o perseverante candidato insiste: - Meu pastor, eu não posso perder tão honroso apoio. Olhe, eu vou lhe ofertar para as janelas da igreja 20 mil reais, devolva o sete mil reais e fique com o resto.

    - O pastor eufórico e surpreso respondeu: - Eu sabia que não era de Deus o meu apoio àquele candidato, graças a Deus que me enviou o amigo, isso é resposta de oração. Com certeza eu lhe apoiarei e indicarei para toda igreja votar com você. Doutor o senhor é o candidato de Deus com certeza. Deus escreve certo por linhas tortas..."

    Pois é, em época de eleições o que aparece de gente querendo comprar os votos do povo de Deus não está no gibi. Infelizmente o número de picaretas ultrapassa em muito as estatísticas e para piorar o quadro, o número de pastores que negociam os votos do rebanho em troca de "bençãos" tem aumentado em muito.

    Um casal membro de minha igreja compartilhou que um desses políticos safados perguntou quantos sacos de cimento eles gostariam de adquirir em troca de uma placa em seu quintal! Sinceramente eu tenho nojo dessa corja!

    Aqueles que me conhecem sabem que não advogo a idéia que comumente tem tomado conta de parte dos evangélicos nos dias de hoje. Não creio na manipulação religiosa em nome de Deus, não creio num messianismo onde a utopia de um mundo perfeito se constrói a partir do momento em que crentes são eleitos, não creio na venda casada de votos, nem tampouco no toma-lá-dá-cá onde eleitores são trocados por benesses de politicos.

    Creio que o voto é intransferível e inegociável. Acredito que nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos são pessoas lúcidas e comprometidos com as causas de justiça e da verdade. Junta-se a isso que creio que nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político-partidário, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.

    Caro leitor, na perspectiva da ética, dia de eleição é dia de exercermos livremente as nossas opções políticas e ideológicas, ninguém, absolutamente ninguém tem o direito de manipular, impor ou decidir por você em quem votar. O voto é pessoal e instranferível e somente você tem o direito de escolher em quem votar, ainda que isso represente não votar no candidato do seu pastor.

    Pense nisso!

    Renato Vargens

    Três estímulos para aqueles que amam a Bíblia

    Entrei no Seminário Martin Bucer (Facebook) este semestre e em meu caminho para São José dos Campos estava ouvindo o audiolivro Think [Pense, publicado pela Fiel]. Alguns trechos sobre sermos aplicados à leitura Bíblica me chamaram a atenção. Gostaria de dedicar este trecho a todos os amantes da Palavra de Deus, em especial seminaristas (grifos meus). Espero que vocês sejam edificados.

    1. Não coloque o Espírito contra o estudo aplicado da Escritura

    “[...] Paulo disse a Timóteo: “Pondera o que acabo de dizer, porque o Senhor te dará compreensão em todas as coisas” (2 Tm 2.7). A ordem era que ele pensasse, considerasse, usasse a mente para tentar entender o que Paulo estava dizendo. E a razão que Paulo apresenta para a ordem de pensar é esta: “Porque o Senhor te dará compreensão”. Paulo não coloca essas coisas em tensão: pensar, por um lado, e receber de Deus o dom de entendimento, por outro lado. Essas duas coisas andam juntas. Pensar é essencial para chegarmos ao entendimento. Mas o entendimento é um dom de Deus.

    2. A alegria está no outro lado do trabalho árduo

    “[...] A pessoa que não aceita a dor e a frustração permanecerá em baixos níveis de realização e gozo. Por exemplo, aprender a dirigir um carro é algo cheio de tensão. [...] Mas, se você desistir, perderá as alegrias de dirigir onde lhe agrada e de ser capaz de realizar uma conversa enquanto dirige, o que ocorre somente quando o dirigir já se tornou algo natural.
    [...] A alegria está no outro lado do trabalho árduo. Esse é um elemento básico de todo crescimento. Parte da maturidade está em compreender o princípio da satisfação protelada. Se você não pode aceitar o sofrimento do aprendizado e quer satisfação imediata, você perde as maiores recompensas da vida.
    Isso também se aplica à leitura da Bíblia. As maiores riquezas são para aqueles que trabalham com empenho para entender tudo que ela contém. Na Bíblia, há centenas de conexões e significados que não saltam da página na primeira leitura – pelo menos, não para mim. Tenho de ler devagar e começar a fazer perguntas sobre as palavras e as conexões. Ou seja, pensar tem de se tornar intencional.
    [...]
    Mas já compreendemos que nossa habilidade de leitura – nossa habilidade de pensar – que nos serve tão bem na maior parte de nosso tempo, não vê tudo que a Bíblia tem a dizer. Chega o momento em que decidimos ser intencionais em nosso pensar, para crescermos no que vemos e entendemos. Se não escolhemos pensar com empenho, aceitaremos um nível de entendimento de adolescente pelo resto de nossa vida.”

    3. Fazer perguntas é a chave para o entendimento

    Quando falo a respeito de tornar-se intencional em pensar com empenho, isto é principalmente o que estou querendo dizer: fazer perguntas e labutar com nossa mente para respondê-las. Portanto, aprender a pensar frutiferamente nos textos bíblicos implica em que temos de formar o hábito de fazer perguntas. Os tipos de perguntas que você pode fazer ao texto são quase intermináveis.
    • Por que ele usou essa palavra?
    • Por que ele a usou aqui e não lá?
    • Como ele a usa em outras passagens?
    • De que maneira essa palavra difere desta outra que ele poderia ter usado?
    • Como a combinação destas palavras afeta o significado dessa palavra? [...]