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segunda-feira, 18 de março de 2013



Ouso afirmar que infelizmente alguns dos pastores, bispos, apóstolos e líderes evangélicos parecem ser discípulos de Judas Iscariotes, isto porque, comportam-se como seu "mestre" tirando da bolsa aquilo que não lhes pertence.

“Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi ao povoado de Betânia, onde morava Lázaro, a quem ele tinha ressuscitado. Prepararam ali um jantar para Jesus. Marta ajudava a servir, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria pegou um frasco cheio de um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela derramou o perfume nos pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e toda a casa ficou perfumada. Mas Judas Iscariotes, o discípulo que ia trair Jesus, disse: - Este perfume vale mais de trezentas moedas de prata. Por que não foi vendido, e o dinheiro, dado aos pobres? Judas disse isso, não porque tivesse pena dos pobres, mas porque era ladrão. Ele tomava conta da bolsa de dinheiro e costumava tirar do que punham nela. Então Jesus respondeu: - Deixe Maria em paz! Que ela guarde isso para o dia do meu sepultamento. Os pobres estarão sempre com vocês, mas eu não estarei sempre com vocês. Muitas pessoas ficaram sabendo que Jesus estava em Betânia. Então foram até lá não só por causa dele, mas também para verem Lázaro, o homem que Jesus tinha ressuscitado.  Então os chefes dos sacerdotes resolveram matar Lázaro também; pois, por causa dele, muitos judeus estavam abandonando os seus líderes e crendo em Jesus.”(João 12:1-11)

Caro leitor, com tristeza no coração sou obrigado a concordar que muitos dos chamados líderes evangélicos  não tem agido corretamente com o rebanho, isto porque, movidos por ganância  tem comercializado a fé,  levando os incautos a  uma visão  absolutamente distorcida do Cristianismo. Se não bastasse isso, parte destes lideres tem fabricado campanhas, correntes e eventos cujo objetivo final é o lucro financeiro.

Lamentavelmente os discípulos de  Escariotes são capazes de produzir discursos espirituais, onde a justificativa para os seus atos estão revestidas de conceitos e valores aparentemente justos. No texto de João, Judas, usou do subterfúgio de que o dinheiro gasto no perfume era desnecessário, mesmo porque, segundo a sua ótica de ladrão, o dinheiro poderia ser usado com os pobres. Ora, vamos combinar uma coisa? Pobre nada, o que Judas estava interessado é na grana, não é verdade? Para o pilantra do Iscariotes  nada melhor do que este dinheiro entrasse nos cofres dos apóstolos, o que lhe proporcionaria a possibilidade do furto.

Prezado amigo, com lágrimas nos olhos sou obrigado a confessar que a prática "escariotiana" ainda se faz presente na Igreja de Cristo, isto porque, essa corja religiosa em nome de uma espiritualidade abnegada comporta-se desonestamente criando campanhas cujo objetivo final é arrancar dinheiro da bolsa dos fiéis. No entanto, o que a pilantragem esquece é que o fim de Judas Iscariotes não foi a beira do mediterrâneo, bebendo água de coco, desfrutando das benesses do seu roubo, muito pelo contrário, o seu amor pelo dinheiro o levou a morte e o pior de tudo, uma morte sem Cristo.

Pense nisso!

Renato Vargens

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

eternidade

Você está preparado para a eternidade?

Por Renato Vargens

A vida é incerta, dura e curta. Todos nós um dia enfrentaremos a morte. A questão é, se estamos ou não preparados para ela. As Escrituras afirmam que todos os homens são pecadores e que em virtude disto todos estão condenados, a não ser que Cristo os salve da morte eterna Perdoando os seus pecados.
Grandes homens de Deus na história se angustiaram com o destino eterno dos homens, Jonathan Edwards foi um um destes.  Em 1755, ele enviou uma carta a seu filho Jonathan Edwards Jr, que na ocasião tinha a idade de nove anos e encontrava-se com Gideon Hawley em uma viagem missionária entre os índios. 
Por favor leia a carta abaixo:

Stockbridge, 27 de maio de 1755.

Querido filho,

Embora muito distante de nós, você não está distante de nossas mentes: Eu me preocupo muito com você, freqüentemente penso em você, e freqüentemente oro por você. Embora você esteja muito longe de nós, e de todos os seus familiares, contudo, é conforto para nós que o mesmo Deus que está aqui também está em Onohoquaha e que embora você esteja longe de nossa visão e de nossa assistência, você sempre está nas mãos de Deus, que é infinitamente gracioso; e nós podemos ir a Ele, e te submeter ao Seu cuidado e misericórdia . Cuide para que você não O esqueça ou negligencie. Tenha sempre a Deus perante seus olhos, e viva em Seu temor, e O busque a cada dia com toda a diligência: porque Ele, e somente Ele pode fazer você feliz ou miserável, conforme Lhe agrade; e sua vida e saúde, e a salvação eterna de sua alma e tudo nesta vida, e na que está por vir, depende de Sua vontade e desejo.

Na última semana que passou, na quinta-feira, David morreu; aquele que você conhecia e com quem brincava, e que vivia em nossa casa. Sua alma entrou no mundo eterno. Se ele estava preparado para a morte, nós não sabemos. Este é um aviso audível de Deus para que você se prepare para a morte. Você vê que ele sendo jovem morreu, tal qual aqueles que são velhos; David não era muito mais velho do que você. Lembre-se do que Cristo disse, que você deve nascer de novo, ou nunca verá o Reino de Deus. Nunca se dê ao descanso enquanto não tiver uma boa evidência de que você é convertido e tornou-se uma nova criatura .

Nós esperamos que Deus preserve sua vida e saúde, e que você retorne a Stockbridge novamente a salvo; mas sempre se lembre de que esta vida é incerta; você não sabe se irá morrer em breve, portanto há a necessidade de estar sempre pronto. Nós temos a pouco ouvido que seus irmãos e irmãs em Northhampton e em Newark estão bem. Seu idoso avô e sua avó, quando eu estava em Windsor, mandaram dizer que o amam. Todos nós aqui dizemos o mesmo.

Eu, seu terno e afetuoso pai,

Jonathan Edwards.
Caro leitor, e você?  Está preparado para a morte? Se Cristo o chamar nessa noite, você estará pronto para encontrá-lo? 
Não? 
Prezado amigo, cuide então  de sua vida, arrependa-se dos seus pecados, converta-se ao Senhor, pois somente assim desfrutará da vida Eterna.
Pense nisso!
Renato Vargens

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Marcas da verdadeira Igreja

As marcas da verdadeira Igreja
Mt 18.15-17; Rm 11.13-24; 1 Co 1.10-31; Ef 1.22,23; 1 Pe 2.9,10
Visto que o mundo se acha semeado de milhares de instituições distintas chamadas igrejas e visto ser possível que instituições, assim como indivíduos, se tornem apóstatas, é importante sermos capazes de discernir as marcas essenciais de uma verdadeira e legítima igreja visível. Nenhuma igreja está isenta de erros ou pecados. A igreja só será perfeita no céu. Há, porém, uma importante diferença entre corrupção - que afeta todas as instituições - e apostasia. Portanto, para proteger o bem-estar e crescimento do povo de Deus, é importante definir as marcas da verdadeira igreja.
Historicamente, as marcas da verdadeira igreja têm sido definidas assim: (1) a genuína pregação da Palavra de Deus, (2) o uso dos sacramentos de acordo com sua instituição e (3) a prática da disciplina eclesiástica.
(1) A pregação da Palavra de Deus. Embora as igrejas difiram em detalhes teológicos e em níveis de pureza doutrinária, a verdadeira igreja afirma tudo aquilo que é essencial à vida cristã. Semelhantemente, uma igreja é falsa ou apóstata quando nega oficialmente um princípio essencial da fé cristã, tal como a divindade de Cristo, a Trindade, a justificação pela fé, a expiação ou outras doutrinas essenciais à salvação. A Reforma, por exemplo, não moveu um guerra sobre trivialidades, mas sobre uma doutrina fundamental da salvação.
(2) A administração dos sacramentos. Negar ou difamar os sacramentos instituídos por Cristo é falsificar a igreja. A profanação da Ceia do Senhor ou o oferecimento deliberado dos sacramentos a pessoas notoriamente não-crentes desqualificaria a igreja de ser reconhecida como igreja verdadeira.
(3) A disciplina eclesiástica. Embora o exercício da disciplina na igreja às vezes erre na direção ou da complacência ou da severidade, ele pode tornar-se tão pervertida a ponto de não mais ser reconhecida como legítima. Por exemplo, se uma igreja - pública e impenitentemente - endossa, pratica ou se recusa a disciplinar pecados grosseiros e hediondos, ela deixa de exibir esta marca de verdadeira igreja.
Embora os cristãos devem ser solenemente advertidos a não nutrirem um espírito cismático ou fomentarem divisões e conflitos, devem ser também advertidos quanto à obrigação de se separarem da falsa comunhão e da apostasia.
Toda igreja verdadeira exibe as genuínas marcas de uma igreja, em grau maior ou menor. A reforma da igreja é uma tarefa interminável. Buscamos mais ser fiéis à vocação bíblica para pregar, ministrar os sacramentos e a disciplina eclesiástica.
Sumário
1. A verdadeira igreja tem marcas visíveis que a distinguem de uma igreja falsa ou apóstata.
2. A pregação do evangelho é necessário para que uma igreja seja legítima.
3. A administração correta dos sacramentos, sem profanação, é uma marca da igreja.
4. Disciplina contra heresias e pecados grosseiros é uma tarefa necessária da Igreja.
5. A igreja é sempre carente de reforma de acordo com a Palavra de Deus.
Autor:  R. C. Sproul

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A Igreja da Idade Média

A Igreja da Idade Média  
Introdução
Começamos o estudo do nosso trimestre analisando a situação da Igreja Católica Apostólica Romana no final da Idade Média.
Esse período, chamado “Baixa Idade Media”, Séculos 14 e 15, foi marcado pelo desanimo intelectual, imoralidade e corrupção da Igreja Romana. Se não fosse por estes dois séculos, hoje a Idade Media não seria lembrada de modo tão negativo. Antes destes séculos, houve muita produção escruta, com o pensamento de Agostinho e Tomas de Aquino; o Cristianismo espalhou-se por todo o mundo e surgiram as Universidades. Mas estes dois séculos que vieram antes da Reforma protestante de Martinho Lutero e João Calvino foram marcados pelo erro. Neste período o povo vivia com medo da Igreja, com fome e explorados economicamente pelos impostos papais. Além disso, o povo não conhecia a Deus, pois não tinha qualquer acesso à sua Palavra. A Bíblia era um livro fechado e os sacerdotes se julgavam donos da revelação de Deus.
Na idade Média o objetivo da Igreja era estabelecer um império de proporções mundiais, tendo a tradição oral e a palavra do papa como únicas autoridades sobre as áreas da vida humana. Um só idioma, deveria ser falado, de forma que a liturgia do culto fosse idêntica em todas as igrejas. O historiador David Schaff diz que, nesta época, exaltava-se o sacerdócio e desprezava-se os direitos dos homens comuns. Enquanto o papa possuía poderes de Imperador, seus sacerdotes e outros clérigos recebiam o status de reis e nobres. Qualquer reação que ameaçasse diminuir a autoridade da Igreja era duramente combatida com excomunhão e censuras[1].
Vejamos quais os principais elementos de total desvio da Palavra de Deus neste período.
1 - A Falsa Autoridade da Igreja
A supremacia papal dizia que o pontífice romano, o papa, era a representação de Deus na terra ou o vigário de Cristo (aquele que assume o lugar de Cristo). Sendo assim, as decisões papais feitas através de decretos ou bulas tinham autoridade maior do que a Escritura.
Salvação naquela época era o mesmo que obediência ao papa. Sendo ele o soberano representante de Deus, não só a Igreja estava sob seu comando, mas também toda a lei civil. O papa Gregório VII defendeu a idéia de que o papa “é o único que deveria ter os pés beijados pelos príncipes”, depor imperadores e absolver ou não os súditos dos impérios de suas obrigações feudais [2]. O chefe da Igreja comandava também a vida comum e a propriedade dos cidadãos de todo o império [3]. A bula papal, anunciada pelo para Bonifácio VII em 1302, chamada de “Unam Sanctam” dizia que, assim “como houve um única arca, guiada por apenas um timoneiro, assim também havia uma única santa, católica e apostólica igreja, presidida por um supremo poder espiritual, o papa, que podia ser julgado apenas por Deus, não pelos homens. Desta forma ele concluiu: “Declararmos, estabelecemos, definimos e pronunciamos que, para a salvação, é necessário que toda criatura humana esteja sujeita ao Pontífice Romana [4]”.
O sistema sacramental era outra grande estratégia da Igreja daquele tempo. Através desse sistema, os sacerdotes recebiam poderes incríveis como, por exemplo, perdoar os pecados do povo e também de conceder ou retirar a vida eterna.
Dessa forma, a Igreja Católica Romana caiu em grande erro. Quando alguém se afasta da Bíblia, pensa que é Deus. Autoridade da Igreja é Jesus Cristo e não há quem possa substituí-lo. Ele, e só ele, é o cabeça da igreja (Ef 1.22; Ef 5.23).
2 - O Falso Poder da Igreja
O papa Inocêncio III organizou a força policial da Igreja. Esta foi a mais terrível estratégia da Igreja. Qualquer divergência contra ela era tratada como se fosse crime, cuja punição não estava reservada apenas neste mundo, com prisões, tortura e morte, mas também no mundo vindouro, onde o insubmisso queimaria no inferno. Esta policia chamava-se Inquisição. O papa poderia também fazer uso do interdito, uma espécie de intervenção da igreja nos reinados do Império, quando o chefe da Igreja assumia o lugar do rei, como aconteceu com o Rei John da Inglaterra em 1213.
Foram muitos os abusos e perseguições nesta época. Seres humanos sem direitos, sem liberdade e sendo terrivelmente explorados e censurados quando á sua liberdade de consciência. A Igreja se afastava da sã doutrina e colocava em seu lugar um falso poder, uma autoridade mágica passa longe dos princípios eternos das Sagradas Escrituras.
Este poder era totalmente falso porque, nas Escrituras, o poder da igreja vem de Cristo e é subordinado à sua autoridade (Mt 28.18). Este poder, de modo algum, pode ser exercido com tirania, mas sim de acordo com a Palavra de Deus e sob a direção do Espírito Santo.
3 – A Falsa Santidade da Igreja
Nas últimas décadas antes da reforma de Martinho Lutero e do Renascimento houve uma aberta demonstração da imoralidade entre os lideres da Igreja. Aqueles que se diziam ocupar o lugar de Deus na terra mergulharam de uma vez por todas na corrupção e na prostituição. Houve quem comparasse os papas desta época aos terríveis imperadores romanos que viveram próximos ao inicio da era cristã e foram reconhecidos pela sensualidade e imoralidade.
Corrompido dessa forma, o poder foi usado para favorecer os oficiais da Igreja e seus parentes. Papas nomeavam sobrinhos e familiares próximos, alguns deles na idade de adolescência, para assumirem bispados e arcebispados por todo o império. Ser líder da Igreja era um grande negocio. Schaff fala um pouco mais sobre a moralidade do clero naquele tempo: “Os cardeais que residiam em Roma não procuravam resguardar as amantes das vistas do público. A paixão do jogo os envolvia na perda e no ganho de somas enormes, em uma só noitada. Os papas assistiam a sujas comédias, representadas no Vaticano. Seus filhos se casavam nas próprias câmaras do Vaticano e os cardeais se misturavam às senhoras que acorriam, como convidadas, às brilhantes diversões que os papas arranjavam” [5].
4 – Uma Igreja Enfraquecida
Todos esses atos de dominação, corrupção e imoralidade acabaram enfraquecendo a igreja. O papa acabou perdendo o respeito e o prestigio das ordens leigas da igreja que estavam submetidas a ele. Em 1309 o centro ou sede da Igreja deixou Roma para se estabelecer em Avignon na França. Durante 68 anos a Cúpula da Igreja foi francesa. Depois, com Gregório XI, a Igreja voltou a Roma. Mas alguns cardeais franceses não se conformaram com a sede do papado em Roma e elegeram um papa para si, que governou a Igreja novamente de Avignon.
Este foi um período da historia que contou com a existência de dois papas. Um em Roma, Clemente VII e outro em Avignon, Urbano VI, na França. Ambos se diziam sucessores do apostolo Pedro. De acordo com o historiador E.E.Cairns, o norte da Itália, grande parte da Germânia (Alemanha), a Escandinávia e a Inglaterra seguiram o papa romano. França, Espanha, Escócia e sul da Itália seguiram o para francês. Esta divisão continuou até o século seguinte [6].
Esse poder dividido contribuiu para o desgaste daquela autoridade pretendida pela Igreja Romana. Com o declínio da autoridade, a Influencia da Igreja no mundo começa a diminuir. Começam a surgir as cidades-estados que se opõem contra a pretensa soberania mundial do papa. As nações começaram a se seara do Santo império Romano e passaram a ser comandadas por um rei, que com seu exercito, protegia seus súditos contra a exploração da Igreja. A Inglaterra e a Boemia foram as primeiras regiões da Europa a se manifestarem contra o domínio papal. Surgiram a partir de então movimentos internos que clamavam por reforma. Dentre esse destacamos os personagens de John Wycliff, na Inglaterra e Jonh Huss na Boêmia.
Esses acontecimentos sucessivos demonstram a presença de Deus na história, abrindo espaço para Reforma de Martinho Lutero, João Calvino e Ulrich Zwinglio. O caminho para renascimento das artes, da ciência e da religião começa a ser trilhado.
Conclusão
Os dois últimos séculos antes da Reforma formaram um verdadeiro período de trevas. Deus, então, preparou homens e mulheres para uma grande transformação de proporções mundiais, cujos efeitos chegam até nós hoje. Tanta imoralidade e perversão acabaram  por propiciar a entrada deste novo movimento. O mundo necessitava de Deus, da sua Palavra e de uma transformação que abrangesse não só a sua vida espiritual, mas também a restauração da dignidade humana. Tudo isso veio com a Reforma do século 16.
Hoje o homem continua necessitando de Deus. É o momento de avaliarmos a missão da Igreja de Cristo e começarmos a produzir frutos que promovam a glória de Deus e resgatem a dignidade humana que está mergulhada no pecado, na corrupção e na violência do mundo atual.
Aplicação
De acordo com [esta lição], que paralelos você  vê entre os séculos 14 e 15 e os de nossos dias?
Nota
[1] - D.S.SCHAFF Nossa Crença e a de nossos Pais São Paulo: Imprensa Metodista, 1964. P.48.
[2] – Timothy GEORGE Teologia dos Reformadores São Paulo: Vida Nova, 1994. P.35
[3] – Nossa Crença e a de Nossos Pais, p. 49.
[4] – Teologia dos Reformadores, p. 35.
[5] – Nossa Crença e a de Nossos Pais, pp. 58-59.
[6] – E.E.CAIRNS  O Cristianismo Através dos Séculos São Paulo: Vida Nova, 1992. P.201.
Autor: Dráusio Piratininga Gonçalves
Fonte: Revista Palavra Viva, lição 01, pg 2-4, Editora Cultura Cristã.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Pastor, posso brincar de roleta russa?

Pastor, posso brincar de roleta russa?

Por Renato Vargens 

Roleta russa é um jogo de azar onde os participantes colocam uma bala — tipicamente apenas uma — em uma das câmaras de um revólver. O tambor do revólver é girado e fechado, de modo que a localização da bala é desconhecida. Os participantes apontam a arma para suas cabeças e atiram, correndo o risco da provável morte caso a bala esteja na câmara engatilhada. 

Ora, é claro que pessoas saudáveis e em juízo perfeito não "brincam" com uma coisa dessas não é verdade? Todavia,  (salvo as suas proporções), não são poucos os jovens que tem feito da vida uma grande "roleta russa" arriscando namorar pessoas não cristãs, acreditando que um dia elas se converterão. 

Caro leitor, vamos uma combinar uma coisa? Quem disse que o seu namorado vai se converter? Ou por acaso quem pode afirmar que sua namorada terá uma experiência profunda com Cristo? Além disso as Escrituras são absolutamente claras em afirmar que o Senhor desabona o jugo desigual.

Lamentavelmente para muitos dos nossos jovens e adolescentes não existe o menor problema em namorar um não cristão. Entretanto, o que talvez eles desconheçam é o ensino bíblico de que não devemos nos colocar em jugo desigual com os incrédulos (II Co 6.14).

Para Calvino, o jugo desigual era nada menos que manter comunhão com as obras infrutíferas das trevas e estender-lhes a destra de companhia. Em outras palavras isto significa estar ligado ao mesmo tempo, lado a lado na mesma canga. É a metáfora dos bois ou cavalos que têm de andar juntos, desfrutando das mesmas práticas, porque estão presos na mesma canga.

Caro leitor, escolher uma pessoa que compartilha da mesma fé e sonhos é fundamental a construção de um namoro equilibrado e saudável.  Vale a pena ressaltar que do ponto de visto bíblico o namoro entre não cristãos e cristãos é absolutamente desaconselhável. Paulo, ao escrever aos coríntios ordena que um cristão ao se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los.

Vale a pena lembrar o que a Confissão de Fé de Westminster diz a respeito do casamento entre cristãos e não cristãos: “A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar, mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem os piedosos prender-se a jugo desigual por meio do casamento com os que são notoriamente ímpios em suas vidas, ou que mantêm heresias perniciosas”

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Os liberais e a intolerância dos tolerantes

Por Renato Vargens


Liberais amam falar em tolerância. Em seus simpósios, congressos e  conferências é comum encontrá-los dissertando sobre o tema, afirmando a necessidade de  exercer paciência e benevolência com aqueles que deles divergem. Entretanto, basta com que alguém os critique, ou discorde do seu modo liberal de ser, que os tolerantes se transformam em intolerantes.

Pois é, tenho visto os defensores da tolerância reagindo com intolerância aos que pensam diferente. Nessa perspectiva, quando contrariados, os que deveriam ser tolerantes responde aos conservadores "intolerantes" com ironia, deboche e desdém. Ora,  tolerantes não pregam tolerância? Por acaso não deveriam ser os liberais tolerantes? Por que será então que tolerantes não toleram ser contrariados? Afinal de contas não são os fundamentalistas  intolerantes?  Por que então liberais agem desprovido de intolerância?

Haja tolerância para entender os intolerantes, mesmo porque, pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é verdade?

Pense nisso!

Renato Vargens

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Lutando pela santidade da igreja

Por Renato Vargens

Uma das maiores lutas dos pastores é a santidade da igreja. Eu particularmente tenho lutado por uma igreja santa e compromissada com a Palavra. Luto por jovens comprometidos com o Evangelho e livres do pecado, por casais cujo leito matrimonial seja sem mácula, por adolescentes livres do mundanismo, e por homens e mulheres santos como o meu Senhor. No entanto, as vezes tenho a impressão que tenho dado soco em ponto de faca, isto porque, não são poucos aqueles que em nome da contextualização do evangelho tem amado o mundo, bem como as coisas que existem no mundo. 

Nesta perspectiva os jovens tem tido relacionamento sexual fora do casamento, os adolescentes se embriagado de cerveja e vinho, além é claro, de muitos homens e mulheres preferirem desfrutar dos prazeres das boates em noitadas recheadas de pecados e imoralidades. Se não bastasse isso, o adultério se faz presente em muitos relacionamentos conjugais, onde maridos e mulheres optaram pela infedelidade em detrimento a Palavra do Senhor.

Caro leitor, ser pastor não é fácil! Em algumas ocasiões somos taxados de retrógados, fundamentalistas e ultrapassados. Infelizmente não são poucos aqueles que nos condenam por lutarmos por uma igreja santa. Volta e meia ouço de alguns a seguinte afirmação: "O mundo mudou, as pessoas mudaram, não dá pra seguir ao pé da letra o que a Bíblia diz." Se não bastasse isso, muitos pastores tem advogado a tese de que os jovens cristãos podem se relacionar sexualmente fora do matrimônio, desde que esteja com casamento marcado. O que falar então de inúmeros jovens que sentam a mesa do bar e bebem todas as cervejas possíveis? O que dizer de outros tantos que em nome de um espiritualidade barata, proferem todo tipo de palavrão?

Prezado amigo, desculpe, se lhe contrario, mas prefiro ser considerado chato do que liberal. O meu compromisso, doa em que doer, é com as Escrituras Sagradas. Como pastor fui chamado para pastorear as ovelhas de Cristo, exortá-las e corrigi-las diante das dificuldades da vida, admostá-las a uma vida santa, conduzi-las a glorificar com suas vidas o Supremo Pastor.

Isto,  posto, afirmo sem titubeios que mesmo diante das dificuldades continuarei lutando pela santidade da Igreja. Que Deus conceda graças aos milhares de pastores nessa nação, que com dedicação e esmero, tem lutado pela Igreja do Senhor.

A Deus toda glória.

Renato Vargens

segunda-feira, 4 de junho de 2012

 

Josaías Jr.

Depois de algum tempo tomando coragem, resolvi iniciar a leitura da famosa obra de Martinho Lutero, Da Vontade Cativa, em seu texto integral. Nesse trabalho, o reformador alemão responde a uma defesa da doutrina do livre-arbítrio feita pelo humanista Erasmo de Roterdã. Antes de entrar especificamente no assunto, o ex-monge trata de certas objeções que o filósofo católico levanta a respeito da necessidade dos mestres da igreja tratarem esse tema tão polêmico.
Para Erasmo, discussões que envolvem tópicos como livre-arbítrio, predestinação, contingência, necessidade e outras palavras complicadas não deveriam ser públicas, e essas questões não deveriam ser ensinadas ao povo. O reformador discorda de seu oponente e oferece algumas respostas para as objeções do humanista.
O curioso é que, apesar de ter escrito há quase 500 anos, os motivos que Erasmo levanta para que doutrinas mais complicadas não sejam discutidas é o mesmo argumento que muitos evangélicos brasileiros levantam hoje. E as resposta de Lutero são mais atuais que nunca.
A proposta desse artigo é aprendermos com o reformador e nos lembrarmos de que a Reforma Protestante surgiu não como tentativa de vencer controvérsias, mas como uma busca por um ensino doutrinário sadio e como fruto da preocupação de verdadeiros pastores. Nem todo aquele que entra em discussões complicadas o faz por amor à briga. Na verdade, em minha experiência, vejo que aqueles que se omitem em discussões sérias demonstram pouco amor pela igreja. Por isso, vejo que Lutero tem muito a nos ensinar hoje.

Sobre a dúvida

Uma das características marcantes de nosso tempo é a pouca atração por afirmações absolutas. Tomar uma posição clara a respeito de um assunto, ter certeza de respostas que os outros não ousam ter é um pecado capital. Claro, há exceções. Quando se trata de sentimentos – “tenho certeza de que estou feliz assim e vocês devem em respeitar” – ou de falta de certeza – “não há verdade absoluta”. Porém, sistemas abrangentes como a cosmovisão cristã são visto com desconfiança, uma vez que tendem a “oprimir” aqueles que não os aceitam.
Assim, pastores e teólogos temem tomar publicamente (ou mesmo privativamente) uma posição além do “feijão com arroz” do cristianismo. Ou eles já são influenciados pelo espírito da época, e creem de coração nas mentiras do nosso tempo ou simplesmente não querem parecer limitadores, tacanhos e extremistas, na busca pelos perdidos pós-modernos. Da mesma forma, as ovelhas são influenciadas e se comprometem apenas com a certeza da falta de certeza.
Veja, por exemplo, uma frase do popular livro A Cabana, pronunciada pelas pessoas da Trindade: “a fé não cresce na casa da certeza” e “gosto demais da incerteza”. Ou o que diz o pastor brasileiro Ricardo Gondim: Quero manter viva dentro de mim a chama da Reforma Protestante que se opôs ao dogmatismo; reivindicarei a possibilidade da dúvida”¹. Gondim também escreveu um livro, chamado Eu Creio, mas Tenho Dúvidas, onde a necessidade da insegurança como situação normal do cristão é defendida. Jovens de sua igreja declararam em uma carta o seguinte: “Não temos medo de incertezas… Não temos medo de não saber. Temos medo das certezas que prendem Deus a um esquema”. Philip Yancey, outro escritor popular, nos diz uma frase muito repetida em púlpitos, textos e sabedoria de internet: “A dúvida sempre anda com a fé, afinal, na certeza, quem precisaria de fé?”.
Tal forma de pensar, ao contrário do que Gondim pensa, aproxima mais o pensamento evangélico de pensadores modernos que dos movimentos de Lutero, Calvino e aqueles que os seguiram.

Sobre asserções

No início de Da Vontade Cativa, Lutero luta com algo parecido. Erasmo diz que o crente não deve “deleitar-se em asserções”. O que é isso? O reformador explica: “apegar-se com constância, afirmar, confessar, defender e perseverar com firmeza”. Boa parte dos cristãos, às vezes, sem perceber, são mais afeitos a Erasmo que a Lutero. Para eles, convicção em afirmações doutrinárias nada tem a ver com o cristianismo. Já ouvi pessoas dizendo que não seguem dogmas, seguem Jesus. Tolice! “Suprimiste as asserções, e suprimiste o cristianismo”, diz o reformador.
Em seguida, alguém replicará dizendo que a vida cristã é mais que apego a declarações doutrinárias. Concordamos, mas lembramos que não é menos que isso.
A resposta do reformador deve ser abraçada por todos aqueles que compreenderam as verdades bíblicas a respeito da regeneração e da obra do Espírito Santo. Basicamente ela se firma em três proposições.
  1. O próprio Espírito Santo ordena que os cristãos façam asserções (Mt 10.32, 1 Pe 3.15) e Ele mesmo o faz.
  2. A incerteza é algo lamentável e é impossível ser cristão sem compreender e apegar-se às verdades da Escritura.
  3. O Espírito santo escreve em nossos corações assertivas “mais certas e firmes do que a própria vida e toda a experiência”.
Além disso, o reformador vai mais além e demonstra como Erasmo (e todos os que o seguem) mina o próprio pensamento ao negar aquilo que hoje conhecemos como perspicuidade da Escritura². O raciocínio do ex-monge alemão é simples. Se é impossível chegar a alguma conclusão a respeito da doutrina do livre-arbítrio (e aí você pode pensar em qualquer outra doutrina, como “quem é Deus”), como o humanista católico obteve essa informação? Isto é, dizer que não podemos chegar a qualquer conclusão a respeito da doutrina do livre-arbítrio já é, em si, certa conclusão.
Sim, existem doutrinas que são mais claras, outras que nos impedem de ter um conhecimento extensivo de todos os seus pontos e ainda aquelas que exigem maior cuidado do leitor da Bíblia. Alguns exemplos são as doutrinas da Trindade, Encarnação e as diversas posições quanto a Escatologia. Mas veja – isso é diferente de sugerir que tais assuntos não possam ser tratados, pesados e defendidos. Ou que todas as propostas sobre determinado assunto têm a mesma coerência. A doutrina da Trindade, por exemplo, é cheia de mistérios. No entanto, nem por isso os concílios do passado hesitaram em banir hereges e falsas doutrinas.
Para piorar, Erasmo usa como argumentos contrários à doutrina luterana da livre graça textos de pais da igreja e teólogos católicos. Para ele, só podemos entender tais doutrinas com o auxílio dos mestres da igreja romana. O reformador rapidamente questiona o que seu oponente quer dizer. Ele pede que Erasmo decida-se entre a obscuridade da Bíblia ou a capacidade dos mestres romanistas:
“Se crês que a opinião deles foi correta, por que não os imitas? (…) Eu não os teria honrado com meu desprezo privado da maneira como tu o fazes em teu elogio público (…) Pois é preciso que uma das duas afirmações seja falsa: ou tua afirmação de que eles foram admiráveis por seu conhecimento das Sagradas Letras, por sua vida e martírio, ou tua afirmação de que a Escritura não é clara. (…)Só resta concluir que foi por brincadeira ou por adulação que disseste que eles são extremamente peritos na Escritura.”

Evangélicos católicos

Um escritor que me ajudou a perceber mais claramente como nos distanciamos dos princípios da Reforma foi Carl Trueman, professor de teologia histórica e história eclesiástica no Westminster Theological Seminary. Seus ensaios me inspiraram a ler mais de Martinho Lutero e a perceber como muito do evangelicalismo hoje foge daquilo que é historicamente protestante. Em seu artigo Beyond the Limitations of Chick Lit³, o historiador apresenta alguns pontos em que protestantes podem aprender dos católicos. Em seguida, as maiores diferenças são apresentadas e uma delas diz respeito ao tema que estamos tratando.
A respeito da clareza da Escritura, vemos claramente que, como Erasmo, a igreja evangélica afirma agora que a presença de mestres é imprescindível para a leitura da Escritura, uma vez que o crente comum não pode entender sozinho a Palavra de Deus. Além disso, ela concorda com o filósofo católico em sua falta de certeza e no pouco interesse pelo tratamento de doutrinas difíceis.
É claro que os mestres, o estudo, as confissões de fé e os comentários bíblicos são importantes para o protestante. Mas eles não eram vistos como pilares em que toda interpretação deveria se fundamentar. Embora nem todos alcançassem conhecimento de todos os pontos doutrinários, o leitor simples era considerado apto para compreender a Palavra.
Hoje, porém, percebemos que, em muitas igrejas, as suposições de Erasmo são aquelas que dominam: Não podemos entender boa parte das doutrinas. Não podemos “encaixotar” Deus. Não podemos tomar uma posição apenas. Não é possível entender a Palavra sem fazermos uso de todas as ferramentas disponíveis no mercado, como filosofia existencialista, planejamento estratégico, psicanálise, história das religiões, os manuscritos do Mar Morto e por aí vai. Generalizando um pouco, esse é o lado mais acadêmico da igreja evangélica.
Seguindo os mesmos princípios, sem perceber, estão as igrejas pentecostais e neopentecostais em que a palavra e a interpretação do líder são supremas. Ou as revelações que ele tem moldam a cosmovisão da comunidade tanto (ou mais) que a Escritura. Aqui a certeza parece ganhar da dúvida, mas ela se baseia numa patética versão “protestante” do Magistério católico4.
Assim, perdida entre igrejas que perderam suas identidades, há ainda aquele pequeno grupo que ainda entende suas raízes e as reconhece como claras na Palavra de Deus. A igreja reformada não é perfeita, e a mera aceitação da necessidade do que Lutero chama de asserções não garante uma comunidade saudável. Ainda assim, em meio ao caos evangélico, pastores e professores protestantes devem reforçar o ensino da Palavra, como algo claro, acessível e que produz segurança na vida do crente. E esses mesmos líderes não devem temer discordâncias e perguntas honestas sobre doutrina. Como disse o historiador Johannes Schulthess, “Protestantismo é a verdade em todas as circunstâncias”.
Há algum tempo, conversei com um jovem que, com alguma oposição do “apóstolo” de sua igreja, acabara de deixar o neopentecostalismo. Ao tornar-se membro de uma igreja protestante, foi recebido com a típica e estranha hospitalidade dos seguidores da Reforma – diversos livros, sugestões de sites, convites para cursos, treinamentos, etc. Impressionado, ele me disse: “engraçado que o pessoal aqui não tem medo de passar informação, né?”. De fato, o legado da Reforma Protestante é o amor pela verdade e o desejo de transmiti-la.
Que a igreja evangélica brasileira lembre-se disso.

sexta-feira, 9 de março de 2012

O calvinismo faz mal a alguns


Por Renato Vargens

O Calvinismo faz mal a alguns! 

Foi exatamente isso que um irmão Cristo me disse em certa ocasião. 

Pois é, confesso que não gostaria, no entanto, sou obrigado a concordar com ele. Lamentavelmente existem pessoas que por acharem que conhecem as doutrinas da graça e por se identificarem com os ensinamentos reformados, se sentem acima do bem e do mal.

Infelizmente não são poucos aqueles que se consideram superiores ao  restante da cristandade, simplesmente pelo fato de acreditarem que a sua teologia é superior a dos arminianos. Nessa perspectiva tenho conhecido inúmeros calvinistas que movidos por uma aberrante arrogância,  promovem discussões sem fim com aqueles que com eles se relacionam.

Para piorar a situação, existem os  ultra calvinistas, que se consideram superiores a outros calvinistas e que afirmam sem titubeios que o seu modo de culto é o certo, que a liturgia por eles defendida é a correta e que os pobres dos arminianos não passam de desviados da verdade, e que a seu tempo experimentarão o juízo do Eterno.

A estes junta-se os neopuritanos que movidos pela soberba de considerar-se melhores que outros, desenvolvem em suas igrejas  cultos desprovidos de calor humano e divino.

Pois é, o que me encuca em alguns  destes é o fato serem capazes de cantar entusiasticamente as canções de bandas como The Who,  Dires Straits, U2, ACDC e outros, e na Assembléia dos Santos demonstrar mediante expressões carrancudas e mal humoradas o quanto "amam" a Deus.

Caro leitor, ouso afirmar que esse tipo de calvinismo não é bíblico, antes pelo contrário, é sectário, arrogante e desprovido de graça e misericórdia.

Ao contrário desdes fariseus modernos, acredito que reformados  saudáveis além de crerem nos 5 pontos do calvinismo,   na doutrina da eleição, bem como num Deus Soberano que tem tudo em suas mãos e que governa sobre  todos, acreditam também que não são melhores que nenhum dos nossos irmãos em Cristo e que o Redentor salvou pessoas diferentes a fim de que o seu Nome seja glorificado.

Calvinistas por razões óbvias deveriam ser humildes, possuírem corações quebrantados além é claro de um enorme desejo de servir ao Senhor  com fogo, lágrimas e paixão na alma.

Pense nisso!

Renato Vargens

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Heresia!!!!!!!!!

Apóstolo Valdomiro afirma que Jesus não é sempiterno e que foi criado por Deus.


Por Renato Vargens

Infelizmente as heresias se multiplicam a olhos vistos neste tupiniquim país. Há pouco o Apóstolo Valdomiro  Santiago da Igreja Mundial do Poder de Deus afirmou que Jesus não é Eterno e que foi criado por Deus. Por favor leia abaixo o que disse no site da sua Igreja:

"Muita gente pela tradição da religião, não entende a historia de Jesus. Alguns falam de natal, mas ninguém sabe o dia exato em que Jesus Cristo nasceu. Segundo que Jesus já existia muito antes de tudo. Ele é a imagem do Deus invisível, a encarnação do verbo. Mas ele não é sempiterno, é eterno. O pai que é Deus é sempiterno, aquele que antes dele nunca existiu como ele, nem existirá depois dele, sempre existiu e sempre existirá. A primeira obra dele foi Jesus Cristo, não a partir de Maria, que foi obra do Espirito Santo para ser feito carne, antes ele já existia. “Façamos” é no plural, porque Jesus estava com Ele e a palavra que lemos confirma."

Caro leitor,  a afirmação de que Jesus Cristo foi criado é uma heresia antiga denominada ARIANISMO.

Bom, o Arianismo vem de Arius, ou Ário, um professor do início do século 4 D.C. A pergunta que se fazia era a seguinte:  Era Jesus verdadeiramente Deus em carne ou era Jesus um ser criado? Era Jesus Deus ou apenas como Deus? Ario defendia a ideia de que Jesus foi criado por Deus como o primeiro e mais importante ato da Criação. O Arianismo, então, é a crença de que Jesus era um ser criado com atributos divinos, mas não era divindade em si mesmo.

Ora, a história relata que a Igreja Cristã oficialmente denunciou o Arianismo como uma doutrina falsa. Desde então, o Arianismo nunca mais foi aceito como uma doutrina viável da fé Cristã. No entanto, o Arianismo nunca morreu, mas tem continuado pelos séculos de várias formas diferentes. As Testemunhas de Jeová de hoje defendem uma posição parecida com  a dos arianos em relação à natureza de Cristo e agora para surpresa de alguns a Mundial do Poder de Deus.

Isto, posto, afirmo sem titubeios que da mesma forma que a igreja ao longo da história combateu heresias deste nipe,  precisamos renegar em nossos dias ataques a divindade do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Pense nisso,

Renato Vargens

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O QUE MAIS ESPERAR DE UM HOMEM DESSES?!?!?!?!

Bispo Edir Macedo declara sua fé nos espíritos dos mortos.

Por Renato Vargens

Como já escrevi anteriormente tenho absoluta certeza de que a Igreja Universal do Reino de Deus não é uma igreja evangélica ou Protestante. Lamentavelmente sua práticas de fé são absolutamente antibíblicas, o que se percebe nitidamente em seus ensinos e liturgia.

Para minha tristeza acabei de assistir um vídeo (abaixo) onde o Bispo Edir Macedo confessa possuir uma fé espírita. No vídeo ele afirma que uma pessoa pode receber o espírito de um morto.

Caro leitor, ser espírita é crer na manifestação dos mortos entre os vivos e é exatamente isso que Macedo acredita.

Diante do exposto, peço aos seguidores dele e da IURD que atentem atenciosamente para a gravidade dos ensinamentos do seu bispo primaz. É hora mais do que nunca de reverem à luz da Bíblia as práticas e os ensinos macedianos.

“Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa”. (ACF) (Deuteronômio 18:9-14).

Renato Vargens
Entre no blogue  do pastor Renato Vargens e confira o vídeo.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ESSE É O CARA!!!!!

Conheça o Missionário Ronildo Peçanha que afirma curar calvície, fazer emagrecimento instantâneo, ter ressuscitado 11 pessoas e curado 800 paralíticos Uma imagem de um cartaz que divulga o trabalho do Missionário Ronildo Peçanha e circula em diversos blogs na internet, o anúncio garante que o Missionário pode curar diversas enfermidades. No cartaz há informações do histórico do líder da Igreja Pentecostal Deus é Vida, e relata que Peçanha já viajou para mais de 200 países. A controvérsia fica por conta de que a Organização das Nações Unidas (ONU) só reconhece 193 países. eLE DEVE TER PASSADO, JUNTO COM A  ALICE, NO PAÍS DAS MARAVILHAS.

“Traga os enfermos, oprimidos, desenganados, desempregados, paralíticos, cegos, surdos, mudos e os problemas insolúveis”, anuncia o cartaz do “Homem dos Mistérios de Deus e o Mistério da Carruagem de Fogo”.
A imagem traz ainda um breve relatório dos milagres que ocorreram através do Missionário: “11 mortos ressuscitados; quase 800 paralíticos curados; Ele revela o oculto e o escondido; já esteve em mais de 200 países; tira o câncer com a mão; Emagrecimento instantâneo; Calvície restaurada e Batismo com o Espírito Santo”. Confira abaixo o cartaz:

Em um vídeo divulgado no YouTube, Peçanha aparece intitulado como Pastor e convida a participar de uma oração: “Eu quero falar pra você de um Deus que faz o impossível se tornar possível”.
A minha pergunta é:  É PARA RIR OU PARA CHORAR?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O apóstolo Paulo estava errado.

 Por Renato Vargens


Foi exatamente isso que um pastor disse ao ser confrontado em seu erro através das Epístolas Paulinas. Para piorar o situação o profeteiro de GEZUIZ afirmou que Paulo era um machista, portanto não teria autoridade para afirmar algumas coisas relacionadas ao ministério feminino. 

Pois é, outro dia, um dos apóstolos modernos ao pregar na televisão sobre a carta de Pedro, teve a cara de pau em afirmar que se ele pudesse conversar com Pedro ele o exortaria  dizendo que Pedro errou ao escrever ao afirmar algumas doutrinas em sua espístola.


Caro leitor, que loucura é essa? Quem essa corja pensa que é? Sinceramente esses apóstolos se sentem acima do bem e do mal. Será que eles de fato pensam que possuem este poder todo? Será que eles acreditam que são maiores do que as Escrituras?

Confesso que fico enojado com essa raça de gente podre que só pensa em dinheiro e que acha que pode mandar em Deus relativizando a sua Palavra.

Ora, vamos combinar uma coisa? Esses caras estão loucos! Lamentavelmente para esse pessoal relativizar as Escrituras virou moda. Há pouco um pastor me disse o seguinte a respeito da Bíblia, isso aqui não vale de nada, é puro papel! O que importa é ouvir a voz de Deus no meu coração, ainda que aquilo que Ele fale seja diferente daquilo que a Bíblia ensina.

Pois é cara pálida, dias dificeis os nossos! Eu diferentemente deste povo prefiro afirmar o que Lutero afirmou: "Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir"

Soli Deo Gloria!

Renato Vargens

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Vomos nos reformar denovo!!!

Apóstolo Valdomiro Santiago provoca a indignação de pastores



O polêmico líder da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), provocou a indignação de pastores ao subir monte carregando carnê gigante

Em um vídeo divulgado pela IMPD em seus programas na TV, Valdomiro sobe o monte São Roque, em São Paulo carregando um livro gigante em forma de carnê contendo os nomes dos fiéis que colaboram financeiramente com a igreja.

A esposa do apóstolo e assessores acompanharam o líder até o cume do monte. Valdomiro em um determinado momento parou para descansar e derramou água sobre o joelho aparentemente inchado. Em seguida os líderes da IMPD aparecem orando pelos carnês que possivelmente serão enviados para os colaboradores.

O vídeo polêmico provocou a indignação de diversos líderes e pastores cristãos que aproveitaram o dia 31 de outubro, que relembra a reforma de Martinho Lutero para criticar a atitude de Valdomiro e pedir que os cristãos reajam a essas heresias.

O pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, comentou em seu blog dizendo que viu “um vídeo tosco protagonizado pelo FALSO PROFETA Valdomiro Santiago que numa atitude absolutamente herética subiu a um monte com um carnê gigante “se sacrificando” diante de Deus a favor do surgimento de milagres. Pois é , o denominado “apóstolo” Valdomiro afronta o Deus Eterno através de ensinos que desqualificam tanto a graça como o sacrifício vicário de Jesus”.

“Com dor no coração sou obrigado a confessar essa gente não têm pregado o evangelho do reino. Antes pelo contrário, o evangelho o qual estes têm pregado é humanista, megalomaníaco e antropocêntrico”, concluiu o pastor Vargens em tom de indignação.

O blog Genizah, famoso por tratar o tema apologética com bom humor e irreverencia também comentou o vídeo: “O enredo é inspirado na via crúcis de nosso Salvador, no contexto, a via dolorosa acalentando a esperança aflita dos sem caráter, dos escravos da concupiscência, a quem coube serem seduzidos pelos filhos do diabo a defraudar o supremo sacrifício do Salvador”.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Assistam esse vídeo! Vocês não se arrependerão.

 Clique no link abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=PbYx8ZxDg6c&feature=player_embedded

quinta-feira, 25 de agosto de 2011


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Igreja Mundial irá entregar meias ungidas em monte para gerar milagre na vida de fiéis

Com base do versículo 3 do primeiro capítulo de Josué, o apóstolo Valdemiro Santiago iniciou a campanha da meia “Sê Tu Uma Benção”. Com elas os membros terão um elemento profético para cumprir o que diz o texto bíblico já citado. “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu [...]

Querido irmão até que ponto chega a loucura desses supostos "homens de Deus", que distorcen de tal forma a Palavra para fazerem das ovelhas do Senhor sua fonte de renda. Ezequiel 34 pra eles!!!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Quando a igreja relativiza o poder do Pecado.


No desejo de contextualizar a mensagem do Evangelho, parte da igreja de Cristo abandonou nas prateleiras da fé o ensino sobre o pecado e as suas consequências. 

Infelizmente para algumas igrejas cristãs pregar e ensinar sobre pecado não é uma atitude politicamente correta, mesmo porque, ao atacar o pecado através da exposição das Escrituras, cria-se no ouvinte o estigma de que o pastor ou a igreja que prega contra a iniquidade está sobre a efígie do  fundamentalismo. 

Caro leitor,  por acaso você se deu conta que o fato de pregarmos contra os maleficios do pecado desperta a ira de muita gente? Já percebeu que por defendermos uma vida santa, somos chamados de fundamentalistas burros e xiitas?

Ora, as Escrituras são absolutamente claras em afirmar a realidade do pecado. A Bíblia nos ensina que  independente de cor, raça, sexo e nacionalidade, nascemos em um estado de pecaminosidade, culpa, e morte espiritual. O ensino cristão é de que não existe um homem neste planeta que possa considerar-se justo pelos seus próprios méritos. Na verdade, a Bíblia afirma que “todos pecaram, e que todos estão destituídos da graça de Deus.” (Rm 3:23), diz também “que o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), e que quem peca, “transgride a lei” (I Jo 3:04), e que o pecado faz separação entre os homens e Deus. (Is 59:02)

A Bíblia diagnostica o pecado como uma deformidade universal da natureza humana, deformidade que se manifesta em detalhes na vida de cada indivíduo. A doutrina reformada ensina que o homem é totalmente depravado, incapaz de redimir a si mesmo, e que necessita desesperadamente de salvação. O Apóstolo Paulo ao escrever a igreja de Éfeso afirmou: "estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais" (Efésios 2:1-3). Ora, segundo o ensino paulino toda pessoa não regenerada pelo Espírito Santo de Deus está espiritualmente morta, fazendo a vontade da carne, do mundo, além de viver uma vida absolutamente escravizada por Satanás.

Em outras palavras, isso significa que cada um de nós nasceu como um completo pecador. Nossa essência é pecadora, todo nosso ser é pecador, nossa mente, emoções, desejos, e até mesmo nossa constituição física está corrompida, controlada, e desfigurada pelo pecado e seus efeitos. Ninguém escapa desse veredicto. Nós somos totalmente depravados. Efésios 2:1 resume a doutrina da depravação total ao afirmar que os homens estão mortos em delitos e pecados. À luz desta verdade sou obrigado a confessar que a condição humana não poderia ser pior. Entretanto, Deus sendo rico em misericórdia por causa do grande amor com que nos amou nos deu vida em Jesus salvando-nos da ira vindoura e libertando-nos da escravidão do pecado.

Caro leitor, como já escrevi anteriormente o pecado é a enxada que cavou as nossas sepulturas. Negligencia-lo é colocar-se contra os ensinos das Escrituras opondo-se veementemente a afirmação apostólica de que o salário do pecado é a morte. Além disso, uma igreja que relativiza os MALES do pecado, deixa de ter sobre si as bênçãos de Deus.
 
Isto posto, afirmo sem titubeios de que a missão prioritária da igreja é pregar o EVANGELHO anunciando a quantos for possível, (doela a quem doela)  de que aquele que comete e vive na prática do pecado não herdará o Reino dos céus e que a única maneira de desfrutar da vida eterna é se arrependendo dos suas iniquidades,  confessando Cristo como seu Senhor e Salvador.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

sábado, 13 de agosto de 2011

O pior palavrão do mundo.


Basta alguém defender as Escrituras Sagradas como única e exclusiva regra de fé , que alguém imediatamente grita em alta voz: "Seu fundamentalista miserável"

Pois é, para alguns a palavra FUNDAMENTALISTA é o pior palavrão que existe e usá-la significa proferir o pior tipo de ofensa do mundo.



Se alguém combate a relativização do pecado é fundamentalista.
Se defende as doutrinas fundamentais das Escrituras é Fundamentalista burro.
Se acredita que a Bíblia é a Palavra de Deus, é  fundamentalista ultrapassado.
Se  luta pela família e pelo casamento é fundamentalista "imbecilizado".
Se defende a igreja e sã doutrina é fundamentalista "satanizado".
Se expõe as Escrituras em vez de divertir o povo é fundamentalista "idiotizado."
Se combate o maniqueísmo neopentecostal é fundamentalista manipulado.
Se não adere aos modismos do movimento gospel é fundamentalista gelado.
Se combate o o sexo antes do casamento é fundamentalista bitolado.
Se combate as heresias dos falsos apostólos é fundamentalista amaldiçoado.
Se acredita na volta de Cristo é fundamentalista "despoetizado".
Se prega  a necessidade do arrependimento de pecados é fundamentalista mal intencionado.
Renato Vargen

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Esse apostatou faz tempo!!

Ricardo Gondim relativiza a volta de Cristo.


Por Renato Vargens

Ricardo Gondim já foi um dos maiores expoentes evangélicos brasileiro. Eu mesmo fui extremamente abençoado com os seus livros, onde por exemplo destaco o livro "'E proíbido ( o que a Bíblia permite e a igreja proíbe). No entanto, nos últimos anos, o pastor da Assembléia de Deus Betesda adentrou por caminho de liberalismo teológico e apostasia. 

Ora, todos sabemos que Gondim se tornou um defensor do teísmo aberto, cujo ensino se fundamenta na relativização do absoluto. Para Gondim, o Deus da Bíblia não é Soberano e em virtude disto não possui domínio e governo sobre todos as coisas.

Há pouco li uma notícia no BLOG do Ciro Zibordi que me deixou estupefato!  O pastor Ricardo Gondim abraçou literalmente o LIBERALISMO TEOLÓGICO, defendendo autores como Moltmann o qual todos sabemos é um dos principais disseminadores de doutrinas espúrias.  No Vídeo abaixo, Gondim tem a ousadia" de considerar a Parousia e o Arrebatamento da Igreja uma utopia
.
http://www.youtube.com/watch?v=ihP-U4q53eY&feature=player_embedded - (Ricardo Gondim Encontro de Pastores Palestra Parte 2.4)

Prezado leitor, definitivamente precisamos orar por Gondim, pedindo ao Senhor que tenha misericórdia dele levando-o a se arrepender dos seus delitos e pecados, mesmo porque, no ritmo com que caminha brevemente se transformará em um falso profeta.

Com tristeza no coração,
Renato Vargens

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Similaridades entre o paganismo e neopentecostalismo.


Por Renato Vargens

Existem inúmeras similaridades entre o paganismo e o neopentecostalismo, dentre estes, a oferta que aplaca a ira divina.

Assim como as civilizações antigas tentavam  atenuar a ira dos seus deuses e ídolos com ofertas e sacrificios, os neopentecostais o fazem com suas ofertas em dinheiro. Nesta perspectiva, os fiéis apresentam no "altar" seus  recursos e oferendas a fim de que milagres aconteçam em suas vidas e famílias. É comum no culto neopentecostal  encontrarmos momentos onde o "sacerdote" investido de "autoridade mística" propõe aos membros de sua igreja, um momento mágico onde mediante a oferta em dinheiro a ira de Deus é aplacada.

Pois é, nos cultos neopentecostais o tipo,  tamanho, bem como o valor da oferta determinam a intervenção divina na vida do fiel. Se a oferta for valiosa e sacrificial, Deus intervirá fazendo o milagre desejado, caso contrário, o crente infiel, deixará de receber a bênção desejada. 

Um exemplo claro disso são os ensinos de Mike Murduck, o profeta das sementes. Segundo o teólogo da prosperidade  "dinheiro atrai dinheiro", isto é, quando o crente OFERTA a Deus, (independente da motivação) automaticamente atrai o favor do Senhor lhe trazendo mais dinheiro. Murdock também costuma ensinar que devemos plantar dinheiro para colher mais dinheiro, como se fosse uma lei de semeadura financeira, que ele chama de "lei da semente". Ele também prega a  existência de aproximadamente seis níveis de semeadura. Segundo ele um destes níveis é a semente de mil”. Murdock dá uma significado a certas quantias da semente: “tem havido cinco níveis de colheitas incomuns em minha vida $58, $100, $200, $1000 e $8500. Uma semente de mil dólares quebrou a pobreza em minha vida. Ninguém pode semear estes mil dólares para você." Em outras palavras isso significa “eu quebrei a pobreza com uma semente de mil dólares” façar o mesmo, envie sua oferta que a pobreza será quebrada.

Caro leitor,  com lágrimas nos olhos sou obrigado a confessar que parte da Igreja Brasileira "paganizou"o Evangelho de Cristo. Ora, Deus não é um idolo que se corrompe mediante as nossas ofertas interesseiras, nem tampouco um ser que outorga bênçãos mediante o toma-lá-dá-cá. A provisão de Deus para com as nossas vidas se dá mediante sua infinita graça! Ele supre as nossas necessidades pelo fato de ser bom, amoroso e misericordioso!

O problema é alguns daqueles que compõem a liderança da Igreja Brasileira não entendem isso. Na verdade, por ignorância ou maldade, (Deus o sabe) os profetas de GIZUIS sincretizaram o  conteúdo do Evangelho, misturando valores pagãos a mensagem da Salvação Eterna.  Além disso, por não terem uma formação teológica saudável, tais líderes se perderam em questões nevralgicas ao cristianismo, permitindo assim, com que conceitos anti-cristãos influenciassem negativamente sua cosmovisão.

Diante disto, não possuo dúvidas em afirmar que o sistema comportamental e doutrinário do neopentecostalismo brasileiro se deve em parte ao famigerado sincretismo religioso. O que nos leva a entender que mais do que nunca, precisamos em nosso país resgatar os valores da Reforma Protestante, retornando as Escrituras, fazendo dela a nossa única regra de fé. 

Isto posto, afirmo categoricamente que em hipótese alguma experiências mágicas esquizofrênicas, como supertições inequívocas e burrificadas devem nortear o comportamento de nossas igrejas, até porque, somos e fomos chamados pelo Senhor a vivermos um cristianismo equilibrado, racional, apaixonante e apaixonado por aquele que por sua infinita graça e misericórdia nos salvou.

Pois é, como costumava dizer o reformador João Calvino o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro. Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.

Soli Deo gloria


Renato Vargens